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El Salvador

Postado em 30/03/2016 5:44

Estado de emergência nas prisões de El Salvador evoca massacres na América Latina

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Marcos Santos/USP Imagens
El Salvador declarou estado de emergência em sete prisões do país nesta terça-feira (29) e transferiu 299 prisioneiros de alta periculosidade, como parte das “medidas extraordinárias” que o governo prometeu tomar para combater a violência do crime organizado.

​Um pacote de medidas adicionais deve ser apresentado ao Legislativo do país latino-americano nesta quarta-feira (30). Por enquanto, a declaração do estado de emergência por parte do Estado coloca os presidiários em isolamento e suspende visitas familiares por 15 dias.Alimentada pelas condições desumanas de sobrevivência nas penitenciárias em geral superlotadas e insalubres da América Latina, a violência entre gangues tem gerado um trágico e quase ignorado padrão de motins e massacres nos presídios do continente ao longo das últimas décadas. Não é difícil lembrar alguns dos casos mais emblemáticos – muitos deles aconteceram no Brasil.

Carandiru 

Há 23 anos, no dia 2 de outubro de 1992, o pavilhão 9 do maior presídio da América Latina foi invadido pela tropa de choque da Polícia Militar após uma rebelião entre gangues rivais. Conhecido como massacre do Carandiru, (São Paulo) o episódio resultou, segundo a versão oficial apresentada pelas autoridades da época, na morte de 111 detentos. Sobreviventes, por outro lado, falam em até 250 companheiros mortos.

Papuda

Em 17 de agosto de 2000, cerca de 200 detentos munidos de armas artesanais invadiram o Pavilhão B do Presídio da Papuda (Distrito Federal) e atearam fogo em uma cela onde se amontoavam 15 presos. Onze morreram queimados vivos ou sufocados pela fumaça. A chacina teria sido motivada por um ato de vingança e pela disputa pelo controle sobre o tráfico de drogas no complexo penitenciário.

No ano seguinte, em 18 de outubro de 2001, um motim envolvendo cerca de 400 presos deixou dois detentos mortos e onze feridos no mesmo local.

Urso Branco  

No primeiro dia do ano de 2002, um confronto entre presos da Casa de Detenção conhecida como Urso Branco (Rondônia) deixou 27 mortos, vários deles torturados, enforcados ou decapitados. O episódio levou à denúncia do Brasil na Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA.

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