A professor Aline Jáxuca, 31 anos, destacou que as 14 aldeias das Terras Indígenas Tenondé Porã e Krukutu localizadas dentro da cidade de São Paulo optaram por não ter cacique, mas uma equipe de lideranças de núcleos familiares. Lá, a escola bilingue funciona de forma descentralizada – completou Karai Tibes, durante a oficina sobre “Educação Escolar e a luta pelo território: construindo uma escola caminhante”.
Experiências similares foram relatadas em mesas com a participação de representantes de outros povos. Os acadêmicos do Mestrado Profissional em Linguística e Línguas Indígenas (Profllind) do Museu Nacional / UFRJ, Jonas Gavião, autor de três livros, Cíntia Guajajara e Amyria Guajá expuseram os desafios da educação escolar indígena de 14 povos do Maranhão falantes de 10 línguas, todas elas ameaçadas.
Embora o Brasil apresente uma das maiores diversidades linguísticas do planeta, a ideia de que o país é monolíngue segue fortemente enraizada e está na base do apagamento das línguas indígenas faladas no país, conforme foi discutido na mesa na qual Márcia Kaingang discorreu sobre o Grupo de Trabalho Nacional da Década Internacional das Línguas Indígenas (2022-2032) e Marcus Vinicius Garcia expôs as ferramentas da Plataforma Nimuendaju.
As traduções