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Sputnik – Após o início formal da ofensiva de Teerã contra Tel Aviv, o Ministério das Relações Exteriores do Irã afirmou neste domingo (7) que, caso haja ação militar por parte de Israel, haverá represálias.
“A República Islâmica do Irã adverte que qualquer agressão do regime sionista contra o Líbano [ou contra o Irã] receberá uma resposta esmagadora e abrangente por parte das corajosas Forças Armadas iranianas”, destacou um comunicado divulgado pelo chanceler Abbas Araghchi.
Neste domingo (7), o Irã atacou Israel em resposta aos bombardeios contra Beirute por parte do governo de Banjamin Netanyahu, que rompeu a trégua no Líbano e atacou prédios em Dahieh, bairro localizado no subúrbio de Beirute, deixando duas pessoas mortas e mais de dez feridas, segundo as autoridades do país.
As medidas tomadas contra o território israelense se devem às “reiteradas violações do cessar-fogo de 10 de abril e às ações agressivas [de Tel Aviv] contra o Líbano e a República Islâmica do Irã, incluindo a cumplicidade com o Exército [dos Estados Unidos] nos ataques contra embarcações e alvos iranianos nas regiões meridionais do país durante as últimas duas semanas”.
Ao ser informado sobre os ataques iranianos, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, convidou Teerã a retornar à mesa de negociações e alcançar um entendimento para pôr fim ao conflito.
Trump comentou em suas redes sociais que ligaria para Netanyahu para lhe dizer que não retaliasse: “Cada um teve sua vez. Israel fez seu ataque e o Irã fez o seu. Não precisamos de outro”, declarou ele ao acrescentar que os ataques iranianos “não prejudicaram ninguém” e alertar que outra resposta israelense poderia prolongar a escalada.
‘Seus dias estão contatos’
O aiatolá Mojtaba Khamenei publicou uma mensagem após o início da ofensiva iraniana contra Tel Aviv, desencadeada pelas ações militares israelenses no sul do Líbano. “Os dias do regime sionista cambaleante estão contados”, escreveu ele.
Em 8 de abril, Washington e Teerã anunciaram um cessar-fogo de duas semanas no conflito americano-israelense contra o Irã. As negociações posteriores realizadas em Islamabad, no Paquistão, terminaram sem acordo definitivo, embora os combates não tenham sido retomados oficialmente.




