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domingo, 7 junho 2026

Petro: O fascismo na Casa Branca obscurece a razão

Bogotá, 7 de junho (Prensa Latina) “O fascismo na Casa Branca obscurece a razão e semeia o mundo com a ascensão da irracionalidade”, disse hoje o presidente colombiano Gustavo Petro.

O presidente também destacou em sua conta nas redes sociais que o governo dos EUA está entregando “dinheiro e mísseis como método de dominação” à barbárie.

O comentário do governante foi uma resposta à falta de conhecimento de Washington sobre a luta de sua administração contra as drogas.

“O presidente da Colômbia, que está na lista de Clinton por suas palavras e opiniões, apreendeu mais cocaína do que os três últimos governos juntos e já conseguiu reduzir a área total de cultivo de coca em 11 mil hectares, conforme certificado pelas Nações Unidas”, afirmou, referindo-se à sua inclusão na lista de sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros dos Estados Unidos.

Ele também afirmou em sua mensagem que “cada hectare de folha de coca erradicado pelos mesmos agricultores que a plantaram significa menos mortes na Colômbia”.

O tom de Petro em relação aos Estados Unidos se intensificou nos últimos dias, depois que o presidente americano declarou seu “apoio total” ao candidato presidencial de extrema-direita, Abelardo De la Espriella.

“Não entendo Donald Trump nem o Sr. Rubio [Marco]. Eles precisam se definir. Ou vamos combater o narcotráfico, ou vocês vão levar o narcotráfico para a Casa Branca para fazer leis sobre os povos da América Latina com os mesmos narcotraficantes, e eu não vou aceitar isso”, declarou o presidente recentemente em um evento público realizado no departamento de Córdoba.

Há meses que o chefe de Estado vem salientando que o candidato De la Espriella tem um passado questionável.

“Sua aliança, Abelardo, com o paramilitarismo é, de fato, uma incitação a crimes contra a humanidade. É hora de o país saber qual foi o seu papel junto aos paramilitares em Córdoba e os golpes que você aplicou neles, recebendo dinheiro do narcotráfico”, escreveu ele em sua conta no X no ano passado.

O chefe de Estado também assegurou, no evento realizado em Córdoba, que não temia as consequências de suas palavras.

“Podem me colocar na lista do OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros) 10.000 vezes, e se quiserem me prender, que tentem. Mas eu não vou baixar a voz”, declarou ele.

Nesse mesmo evento, ele afirmou que os países da América Latina deveriam ser tratados com dignidade e em condições de igualdade.

“Nós, latino-americanos, não estamos aqui para sermos tratados como cães; estamos aqui há 60 mil anos e a América é a nossa terra”, exclamou ele.

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