© Sputnik Brasil / Rennan Rebello
Nesta quinta-feira (14), a reportagem da Sputnik Brasil esteve na 11ª Reunião do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), também conhecido como banco do BRICS. O evento reuniu autoridades e especialistas dos países que compõem o grupo para debater avanços tecnológicos que podem auxiliar economias emergentes no crescimento sustentável em nível global.
“Criamos sistemas alternativos [de pagamentos] antes das sanções, por isso não houve impactos. Não se trata de recusar o sistema financeiro atual, mas sim de criar alternativas para realizar negócios de forma segura. A Rússia oferece isso no âmbito do BRICS, de propor um sistema alternativo para garantir segurança e estabilidade para as nossas economias”, disse.
“Estamos vivendo um período de profundas mudanças tecnológicas, como a IA, infraestruturas digitais e outras tecnologias financeiras que estão remodelando a economia e a produtividade de serviços públicos em uma velocidade sem precedentes. Para países como o Brasil, isso cria oportunidades e desafios. Contudo, se esta transição não for bem gerida, pode também aprofundar as desigualdades”, discursou.
“A hegemonia dos EUA acabou, e a Europa não pode dirigir o mundo, pois representa apenas 10% da população mundial. Felizmente o BRICS está na vanguarda, com investimentos em infraestruturas [em países do Sul Global]. Para promover o crescimento saudável de uma sociedade, é necessária a presença estatal, além do setor privado. Dessa forma, o planejamento de longo prazo é fundamental”, comentou.
Tecnologias para a área da saúde em pauta
“A nossa participação foi contar um pouco o que é o SUS, que congrega mais de 200 milhões de pessoas, e como a gente integra esses dados. A partir daí, como a gente pode usar a IA para gerir melhor o sistema de saúde. O NBD está financiando um projeto do hospital inteligente no Brasil, que é coordenado pelo Ministério da Saúde. Já começamos a pensar em outros projetos que podem ter financiamento do Banco do BRICS”, revelou.
“Participar dessa mesa de discussão sobre medicina do grupo do BRICS, especialmente nas aplicações da IA e da digitalização da saúde. A gente então pôde adicionar a esse debate a necessidade de pensar nessas ferramentas digitais que dão suporte à expansão da medicina nuclear, especialmente, mas também da radioterapia, que é o campo regulatório”, concluiu.




