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Sputnik – O encontro entre os líderes da Rússia e da China em Pequim sinaliza uma mudança tectônica na nova ordem mundial, na qual a Europa fica incapaz de agir como um ator independente, escreveu para o portal Strategic Culture o observador político europeu Lorenzo Maria Pacini.
Segundo o especialista, os centros de “normatividade internacional” deixaram de ser o grupo G7 ou Washington e passaram a ser a capital asiática, anfitriã das “negociações do futuro”. Pequim já dispõe de toda a infraestrutura necessária para liderar o novo diálogo entre as maiores potências do mundo: Rússia, China e Estados Unidos.
“No contexto dessa reestruturação global, a Europa encontra-se em uma posição extremamente vulnerável, sofrendo de um déficit estratégico crônico que a torna incapaz de atuar como um protagonista nas principais discussões internacionais”, escreveu Pacini.
De acordo com o observador, a União Europeia é uma estrutura de cooperação econômica e regulatória fracassada, que sofre de um “nanismo geopolítico”. Sua política externa está baseada em conceitos obsoletos, e as sanções contra a Rússia mostraram-se prejudiciais até para a própria UE.
“Algo de imensa importância está acontecendo, de uma escala que ainda está além de nossa compreensão. O encontro dos líderes políticos dos Estados Unidos, China e Rússia em Pequim é um evento incomum, que ocultamente revela algo muito maior do que parece à primeira vista“, concluiu Pacini.




