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quarta-feira, 20 maio 2026

EUA-Cuba, referente a uma suposta acusação

Washington, 20 de maio (Prensa Latina) O Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DOJ) acertou hoje as contas com a parte mais recalcitrante da comunidade cubana na Flórida, aqueles que preferem bombas ao diálogo e ódio aos abraços.

Aquele segmento da população que vota nos republicanos e quer medidas drásticas contra a ilha, talvez sem pensar nos familiares que deixaram do outro lado do estreito, sem perceber que um tiro não distingue nomes nem afiliações ideológicas.

O Departamento de Justiça dos EUA, em 20 de maio – data que em 1902 transformou Cuba em uma neocolônia dos Estados Unidos, após ter sido colônia da metrópole espanhola – formalizou uma suposta acusação contra o líder da Revolução Cubana, Raúl Castro Ruz.

A promotoria busca responsabilizar Cuba por uma decisão soberana tomada há três décadas em legítima defesa contra repetidas violações do espaço aéreo cubano, quando abateu dois aviões pertencentes à organização Brothers to the Rescue, sediada em Miami, que ignorou os avisos sem considerar o perigo de suas ações.

Em mensagem na rede social X, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, expressou que a “suposta acusação contra o general do Exército Raúl Castro Ruz, que o governo dos EUA acaba de anunciar, apenas demonstra a arrogância e a frustração que a firmeza inabalável da Revolução Cubana e a unidade e força moral de sua liderança provocam nos representantes do império”.

Ele insistiu que “esta é uma ação política, sem qualquer base legal, que busca apenas reforçar o caso que estão fabricando para justificar a insensatez de uma agressão militar contra Cuba”. O presidente cubano enfatizou que os Estados Unidos “mentem e manipulam os eventos que cercam a queda dos aviões pertencentes à organização narcoterrorista Irmãos ao Resgate em 1996”.

Ele sabe muito bem, porque há ampla evidência documental, que não houve ação imprudente – observou ele – nem violação do direito internacional, como as forças militares dos EUA vêm fazendo com suas execuções extrajudiciais friamente calculadas e abertamente divulgadas contra embarcações civis no Caribe e no Pacífico.

Ele reiterou que “em 24 de fevereiro de 1996, Cuba agiu em legítima defesa, dentro de suas águas territoriais, após sucessivas e perigosas violações de nosso espaço aéreo por terroristas notórios, das quais a administração dos EUA na época foi alertada em mais de uma dúzia de ocasiões, mas ignorou os avisos e permitiu as violações”.

“A estatura ética e o espírito humanista de sua obra refutam quaisquer acusações caluniosas dirigidas ao General do Exército Raúl Castro. Como líder guerrilheiro e como estadista, ele conquistou o amor de seu povo, além do respeito e da admiração de outros líderes da região e do mundo. Esses valores são sua melhor defesa e um escudo moral contra a ridícula tentativa de diminuir sua estatura heroica”, concluiu.

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