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quarta-feira, 20 maio 2026

Partido de esquerda alerta para fraude em curso no Equador

Quito, 20 de maio (Prensa Latina) O partido de esquerda Unidade Popular (UP) denunciou hoje que está havendo uma “fraude em curso” no Equador após a decisão do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) de rejeitar um recurso com o qual a organização buscava evitar seu cancelamento.

O diretor nacional do grupo político, Geovanni Atarihuana, descreveu as ações do órgão eleitoral como uma “aberração legal” e afirmou que o processo está sendo conduzido de forma intempestiva e com uma integração irregular do plenário.

“É evidente que está em curso uma fraude. As ações de hoje de Diana Atamaint (presidente do CNE) e de dois conselheiros suplentes constituem uma aberração legal”, afirmou Atarihuana após a resolução, que descreveu como uma “manobra ilegal e antidemocrática”.

Segundo o líder, o prazo legal para iniciar o procedimento expirou em 3 de abril, ou seja, 120 dias antes da convocação das eleições locais, antecipadas para 29 de novembro.

A organização política anunciou que levará o caso ao Tribunal de Contencioso Eleitoral (TCE), que terá a palavra final sobre a manutenção de seu registro no Cadastro de Organizações Políticas.

A UP alertou que sua eventual eliminação colocaria em risco sua participação nas próximas eleições locais.

No dia 29 de novembro, os equatorianos elegerão prefeitos, vereadores, membros dos conselhos paroquiais e membros do Conselho de Participação Cidadã e Controle Social (CPCC).

A votação estava inicialmente agendada para 14 de fevereiro de 2027, mas o CNE antecipou-a, argumentando sobre um possível impacto do fenômeno El Niño na data original.

A mudança no calendário também afeta o movimento de oposição Revolução Cidadã (RC), que está temporariamente suspenso devido a uma investigação judicial, mas seus líderes garantem que apresentarão candidatos em aliança com outros partidos.

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