O diretor nacional do grupo político, Geovanni Atarihuana, descreveu as ações do órgão eleitoral como uma “aberração legal” e afirmou que o processo está sendo conduzido de forma intempestiva e com uma integração irregular do plenário.
“É evidente que está em curso uma fraude. As ações de hoje de Diana Atamaint (presidente do CNE) e de dois conselheiros suplentes constituem uma aberração legal”, afirmou Atarihuana após a resolução, que descreveu como uma “manobra ilegal e antidemocrática”.
Segundo o líder, o prazo legal para iniciar o procedimento expirou em 3 de abril, ou seja, 120 dias antes da convocação das eleições locais, antecipadas para 29 de novembro.
A organização política anunciou que levará o caso ao Tribunal de Contencioso Eleitoral (TCE), que terá a palavra final sobre a manutenção de seu registro no Cadastro de Organizações Políticas.
A UP alertou que sua eventual eliminação colocaria em risco sua participação nas próximas eleições locais.
No dia 29 de novembro, os equatorianos elegerão prefeitos, vereadores, membros dos conselhos paroquiais e membros do Conselho de Participação Cidadã e Controle Social (CPCC).
A votação estava inicialmente agendada para 14 de fevereiro de 2027, mas o CNE antecipou-a, argumentando sobre um possível impacto do fenômeno El Niño na data original.
A mudança no calendário também afeta o movimento de oposição Revolução Cidadã (RC), que está temporariamente suspenso devido a uma investigação judicial, mas seus líderes garantem que apresentarão candidatos em aliança com outros partidos.