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quarta-feira, 20 maio 2026

Bolsonarismo hipócrita mostra sua face anti-cristã ao resistir à redução da jornada de trabalho

César Fonseca

Foto Agência Brasil

Direita e ultradireita bolsonarista fascista, mergulhados na corrupção do Banco Master, produzida pelo banqueiro Daniel Vorcado, estão sendo arrastados a contragosto pela proposta do governo Lula de redução da jornada de trabalho para quarenta horas sem redução dos salários.

Não conseguem suportar a pressão popular que vai num crescendo irresistível em todo o país, esgotado pela exploração financeirizada neoliberal desumana, que apoia no Congresso.

Pragmaticamente, dois dias de descanso semanal são o novo e legítimo desejo de consumo da maioria dos trabalhadores/ras por melhor qualidade de vida.

Trata-se de avanço civilizatório no capitalismo brasileiro, marcado por perversidades escravocratas que ainda persistem, historicamente, em país, totalmente, carente das reformas de bases, necessárias à construção da verdadeira Nação Soberana Nacionalista.

Os capitalistas tupiniquins mais renitentes insistem com seus aliados ideológicos, no Legislativo, atualmente, maior inimigo do povo, para que a nova legislação, se aprovada, seja por emenda constitucional, seja por projeto de lei em caráter extraordinário, entre em vigor, somente, nos próximos dez anos, e ainda reclamam de indenizações por acharem que perderão dinheiro.

Visão inteiramente distorcida da realidade, quando nos países capitalistas industrializados essa etapa histórica já está vencida.

Não levam em consideração que a redução da jornada é sinônimo de maior consumo da população, dadas maiores disponibilidades de ir às compras, desfrutarem de maior lazer e melhor qualidade de vida.

As resistências dos capitalistas e seus aliados congressistas demonstram dispor do maior pecado combatido pelo espírito cristão: o egoísmo.

Não pensam nos outros, mas em si mesmos, com exclusividade.

Os egoístas são cegos diante do mandamento maior do cristianismo – e das religiões em geral – de que não se deve desejar ao outro aquilo que não gostariam que fosse feito em relação a si mesmos.

A ganancia do capital no Brasil é marca registrada da superacumulação de riqueza e expansão incontrolável da desigualdade social, responsável maior pela injustiça de uma minoria de abastados sobre a maioria dos despossuídos.

Não enxergam o direito natural do seu semelhante, sequer, de existir, mas, apenas, seu interesse próprio.

Estão, portanto, praticando o maior dos pecados, enquanto, hipocritamente, se dizem, como é a característica essencial da direita e da ultradireita fascista, pregadores da palavra de Deus.

Citam o seu nome em vão, ao negarem o direito dos trabalhadores/ras ao justo direito e descanso frente às longas jornadas de trabalho, consagradas pela superexploração do capital sobre o trabalho.

GOLPE NEOLIBERAL APROFUNDOU INJUSTIÇA SOCIAL

Esse aspecto se aprofundou, depois do golpe político neoliberal parlamentar, jurídico, midiático fascista de 2016, que impôs perdas de direitos trabalhistas e sociais, estendendo-se, nos governos Temer e Bolsonaro, até 2022, enquanto acelerou privatização de empresas públicas, fundamentais ao desenvolvimento, como Petrobrás e Eletrobrás.

A volta de Lula ao poder(2022-2026) e a possibilidade de ele exercer quarto mandato, de 2027 a 2030, como apontam pesquisas nesta semana, criam novas expectativas de direitos trabalhistas, que são intrinsecamente indispensáveis ao crescimento econômico, com justiça social.

A redução da jornada 6 x 1 para 5 x 2 materializa essa expectativa.

Mas, a direita e a ultradireita fascista, que se articulam, internacionalmente, com o trumpistmo, procuram retomar o programa neoliberal introduzido por Temer, a Ponte para o Futuro.

Continuado por Jair Bolsonaro, trata-se de pura negação da justiça social e dos programas compensatórios praticados pela administração Lula, como contrabalanço das explorações da força de trabalho que o neoliberalismo fascista implementou.

No momento eleitoral em marcha, os fascistas, que carregam nos ombros o escândalo que promoveram, por meio do BolsoMaster, insistem na exploração egoísta anti-cristã da força  de trabalho nacional, enquanto fazem juras de amor a Deus, de forma, meramente, aparente.

Agora, querem, com o Ponte para o Futuro, que, na prática, é uma queda no abismo do passado, a barbárie: o abandono do legislado pelo negociado entre as partes.

É a faca contra o pescoço.

A lei vira figura de retórica para inglês ver.

Como os trabalhadores, no modo capitalista, não possuem os instrumentos de trabalho, mas, somente, a força de trabalho para ser vendida, sucateada, no mercado, ficarão sem direito algum, se o egoísmo, no capitalismo tupiniquim, for às suas últimas consequências, ou seja, ao extermínio total dos direitos trabalhistas, à moda bolsonarista, fascista.

É o que pregam os bolsonaristas radicais e seus aliados, no Congresso, enquanto, hipocritamente, disseminam a palavra de Deus que julgam possuir como direito exclusivo seu.

A postura fascista da direita, nesse momento, em que se decide os pontos finais da nova legislação social, que reduz a jornada de trabalho com preservação dos salários e por melhoria da qualidade de vida do trabalho explorado pelo capital, é, portanto, a negação de Deus e afirmação de falso espírito cristão que dizem possuir.

São os falsos profetas cuja lei maior é dada pelo egoísmo, o pecado maior da cristandade.

A sociedade brasileira, portanto, está diante do desmascaramento completo do bolsonarismo, cuja prática é o inverso do que pregam como exemplo de vida altruísta falsificada.

Na verdade, tal espírito egoísta mostra a sua verdadeira face: a negação de qualquer espírito religioso, pura aparência do fascismo bolsonarista, bandeira falsa que objetiva, apenas, a destruição dos trabalhadores, para impor-lhes uma sociedade sem direitos sociais em nome de Deus.

O bolsonarismo, expresso pelo senador Flávio Bolsonaro(PL-RJ) é o reinado da hipocrisia.

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