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terça-feira, 5 maio 2026

Proposta eleitoral haitiana reduzida para US$ 220 milhões

Porto Príncipe (Prensa Latina) O Conselho Eleitoral Provisório (CEP) do Haiti reduziu sua proposta inicial de US$ 250 milhões para US$ 225 milhões, proposta rejeitada pelo governo em meio à crise geral que o país atravessa atualmente.

A instituição eleitoral enviou ao poder executivo do primeiro-ministro Alix Didier Fils-Aimé um novo valor referente a possíveis despesas durante as eleições, que podem chegar a 227 milhões de dólares, acrescentou um comunicado oficial.

O governo ainda não compreende os parâmetros do orçamento solicitado pela CEP, explicou um dos assessores eleitorais do gabinete do governante, em declarações ao jornal Le Nouvelliste.

A autoridade questionou o valor inicial apresentado pelos organizadores, considerando-o excessivo, uma vez que “o Estado herdou um fardo pesado, 10 anos após as últimas eleições, com contas em atraso referentes a locais de votação e outras despesas, e sem verbas nos gabinetes eleitorais, pelo que temos de começar do zero”.

O especialista lembrou que, para as consultas populares de 2015 e 2016, o CEP pôde contar com o apoio logístico de outros países e também da Missão de Estabilização das Nações Unidas no país, acrescentou o Le Nouvelliste.

Outras novidades das próximas eleições – observou o assessor – são um novo cadastro eleitoral, a criação de um centro de apuração em cada departamento e o voto da diáspora, o que representa custos adicionais que não existiam em 2015 e 2016.

Segundo a fonte, o orçamento eleitoral resultou do trabalho de um comitê técnico do CEP composto por representantes do Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos, do PNUD e do Escritório Integrado das Nações Unidas no Haiti.

O governo haitiano rejeitou a proposta inicial há alguns dias, classificando-a como “inaceitável e absurda”, enquanto representantes do CEP a justificaram, de acordo com o jornal Le Nouvelliste.

Os obstáculos à realização das eleições começaram com divergências sobre a data da celebração, que ainda não havia sido definida, em meio à crise geral do país devido à violência de grupos armados, observa a publicação.

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