Em resposta a uma pergunta sobre o memorando de entendimento assinado ontem no país sul-americano, o chefe do Poder Executivo lembrou que a Petrobras desenvolveu técnicas muito relevantes na exploração de petróleo, tanto em águas profundas quanto rasas.
A presidente reiterou o interesse de seu país na tecnologia desenvolvida pela empresa brasileira, enquanto seu homólogo está interessado em como a Petróleos Mexicanos (Pemex) aprimorou a produção de fertilizantes.
“A ideia é ter apoio tecnológico, transferência de tecnologia e até mesmo a possibilidade de a Pemex e a Petrobras explorarem conjuntamente alguma área do Golfo”, explicou o dignitário, aludindo também ao progresso da estatal brasileira em biocombustíveis.
A esse respeito, ele mencionou que estão investigando a produção de biodiesel com agave mexicano, enquanto no estado de Yucatán um estudo semelhante também foi realizado.
“O que queremos é fortalecer a pesquisa científica e o desenvolvimento tecnológico em outras áreas, além de petróleo e gás”, explicou. Ele enfatizou a importância do acordo ser firmado entre as empresas petrolíferas estatais dos dois países com as maiores populações e Produtos Internos Brutos da América Latina, bem como a afinidade atual entre seu país e o Brasil.
O memorando de entendimento busca estabelecer uma cooperação estratégica na exploração, produção e processamento de hidrocarbonetos e abre caminho para a avaliação, o desenvolvimento e a execução conjuntos de projetos neste setor.
Com validade de dois anos e possibilidade de renovação, o acordo não constitui um compromisso de investimento vinculativo, nem cria uma parceria, consórcio ou joint venture entre as partes, afirmou a Pemex em comunicado.
Segundo informações, as oportunidades identificadas podem estar sujeitas a negociações futuras e dependerão da assinatura de instrumentos específicos.