Foto: Agência Brasil
Por Jair de Souza
Na audiência em curso nos Estados Unidos para tratar das questões relacionadas com o tarifaço estipulado pelo governo de Donald Trump contra o Brasil, um dos temas em pauta tem a ver com o novo sistema de pagamentos adotado com grande sucesso por nosso país, o pix.
Os motivos que fazem do pix um terror para os centros de poder dos Estados Unidos vão muito além da já conhecida perda de parte dos ganhos estratosféricos que os megaoligopólios estadunidenses do ramo financeiro vêm abocanhando há bastante tempo.
Se é verdade que as corporações controladoras de cartões de crédito, como Visa e Mastercard, têm sobradas razões para quererem colocar fim ao pix, é importante ressaltar que este não é o único e, nem muito menos, o principal fator de preocupação para aqueles que comandam os destinos do imperialismo gringo.
Na verdade, eles pressentem um risco muito maior para todo o seu sistema de dominação mundial, caso o modelo adotado no Brasil se firme e seja acompanhado por sua introdução também em outras nações. É que isto viria a representar uma sentença de morte para o dólar em seu papel de instrumento internacional de pagamentos.
Muita gente acredita que a enorme agressividade do imperialismo estadunidense neste momento se deve a figura estapafúrdia de Donald Trump. Contudo, sou obrigado a discordar dessa visão, pois entendo que ele simplesmente reflete o nível de desespero que tomou conta da cúpula dirigente de seu país diante das enormes dificuldades que ameaçaram sua hegemonia global.
O que já está evidente é que os Estados Unidos estão em franca decadência no cenário mundial. Em termos econômicos, entramos em uma fase de intenso parasitismo, sem possibilidades de disputar espaços em condições satisfatórias com seus principais acessórios. Em contraposição ao dinamismo e pujança da economia chinesa, por exemplo, eles não têm a mínima chance de competir em pé de igualdade.
À vista do exposto anteriormente, para aferrar-se à posição de liderança mundial, a despeito do enorme parasitismo de suas estruturas econômicas stricto sensu, os Estados Unidos se ancoram, agora, nos únicos três pilares que ainda dão certa sustentação a sua pretensão de hegemonia. Estes pontos são os seguintes:
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a) seu comparativo aparato militar;
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b) seu imenso domínio nas redes de difusão informativa;
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c) o papel do dólar estadunidense como moeda de referência para as transações internacionais.


