O Índice de Produção Industrial (IPI manufatura) do Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec) registrou uma ligeira melhora em comparação com abril, mas não conseguiu reverter o total acumulado negativo em 2026.
Entre as divisões mais relevantes do indicador, destacou-se uma queda homóloga de 18,2% em “Têxteis, vestuário, couro e calçado”.
Os fabricantes nacionais queixam-se de enfrentar uma menor procura interna pelos seus produtos, ao mesmo tempo que sofrem uma maior concorrência de produtos importados.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPI) do setor manufatureiro também mostra uma queda de 15% na categoria “Produtos de metal, máquinas e equipamentos”, que sofreu uma contração explicada em grande parte pelos números negativos na fabricação de máquinas agrícolas e eletrodomésticos.
Nesse último caso, os produtores também citam impactos negativos devido à liberalização excessiva do comércio sem medidas de contenção e proteção para as empresas nacionais.
O Instituto Nacional de Estatística e Censos (INDEC) informou que a indústria automotiva continua sua tendência de queda, registrando mais um declínio de 15,9%, causado pela redução nas vendas para concessionárias locais e pela diminuição das exportações. Essa situação nas fábricas de montagem também afetou os fabricantes de autopeças.
O único setor que apresentou bom desempenho foi a produção de minerais não metálicos (+8,3%), ramo que inclui produtos siderúrgicos e insumos demandados pela construção civil.
A consultoria LCG previu em seu relatório mais recente uma atividade industrial instável e frágil, com variação média nula ou mesmo uma queda marginal, enquanto no setor da construção civil há um crescimento marginal de menos de três por cento, mas que estará longe de reverter a queda acumulada nos últimos dois anos”, alertou a LCG.