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quinta-feira, 9 julho 2026

Debate na ONU demonstra amplo apoio global a Cuba, afirma a China

Pequim, 9 de julho (Prensa Latina) A China declarou hoje que a decisão da Assembleia Geral da ONU de debater o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos EUA a Cuba reflete o amplo apoio internacional à defesa da soberania da ilha.

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Mao Ning, reagiu à decisão adotada em 7 de julho pela Assembleia Geral da ONU, com 136 votos a favor, 30 abstenções e nove votos contra, incluindo o dos Estados Unidos.

A porta-voz observou que, por mais de seis décadas, Washington manteve o bloqueio e as sanções contra Cuba, medidas que recentemente intensificaram e agravaram a crise energética no país caribenho.

Mao sustentou que essas ações violam gravemente os propósitos e princípios da Carta da ONU e as normas básicas que regem as relações internacionais. Ele também afirmou que o bloqueio infringe o direito de Cuba à sobrevivência e ao desenvolvimento, além de causar graves dificuldades à sua população.

O porta-voz destacou que a decisão da Assembleia Geral demonstra, mais uma vez, o apoio da comunidade internacional ao povo cubano na defesa de sua soberania e na rejeição da interferência externa e do bloqueio.

Ele também observou que o amplo apoio obtido demonstra o crescente isolamento de práticas unilaterais e intimidatórias.

Mao instou os Estados Unidos a atenderem ao apelo da comunidade internacional e a porem fim imediatamente ao bloqueio, às sanções e a qualquer forma de coerção ou ameaça militar contra Cuba.

O representante permanente da China nas Nações Unidas, Fu Cong, denunciou em 7 de julho, durante o debate na ONU, como o bloqueio econômico, comercial e financeiro contra a ilha mina o direito à vida de seu povo.

Cong exigiu que o governo da Casa Branca pusesse fim imediatamente às sanções sufocantes ou a qualquer forma de coerção e pressão contra Havana.

Nesse sentido, ele argumentou que o bloqueio dos EUA gerou uma imensa catástrofe para o povo caribenho por quase sete décadas, com perdas acumuladas no país superiores a 170 bilhões de dólares.

Ele lembrou que, desde o início deste ano, os Estados Unidos intensificaram o bloqueio e as ameaças contra Cuba, aplicando medidas de pressão máxima nos setores financeiro, econômico e comercial, e implementando agressivamente sanções secundárias extraterritoriais.

Cong chamou a atenção para como o mundo atual está passando por mudanças profundas em um ritmo acelerado, enquanto o cenário internacional é assolado por turbulências e desordem.

“O unilateralismo está ressurgindo e o progresso rumo à Agenda 2030 está ficando para trás. O sistema internacional enfrenta choques sem precedentes”, alertou ele.

Nesse sentido, ele insistiu que a tendência predominante da era atual deveria ser a de as nações defenderem a justiça, bem como a unidade, a fim de apoiar países como Cuba em sua reivindicação por dignidade e liberdade.

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