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sábado, 10 outubro 2026

Painéis em São Paulo denunciam atuação de Flávio Bolsonaro em defesa de policial acusado de matar menina de 5 anos

Ativistas espalham cartazes na região da Av. Paulista que mostram imagem de Ana Clara, criança de 5 anos assassinada a tiros na porta de casa em Niterói-RJ em 2021

Texto e fotos: Divulgação

Painéis com a fotografia de Ana Clara Gomes Machado, morta aos 5 anos em Niterói (RJ), em 2021, foram distribuídos por ativistas em vários pontos da capital paulista para chamar a atenção para o caso e a participação do senador Flávio Bolsonaro na defesa do policial militar acusado do crime.

As peças trazem a seguinte mensagem: “Ela deveria estar viva. Ana Clara, 5 anos, foi morta na porta de casa. Flávio Bolsonaro foi advogado do assassino”.

Além da fotografia e da mensagem, os painéis apresentam um QR Code que direciona o público ao vídeo “O Julgamento que Nunca Aconteceu”, da série jornalística Revelando, apresentado pela atriz Camila Pitanga.

Lançado em 30 de setembro, o documentário recupera as circunstâncias da morte de Ana Clara, aborda a participação de Flávio Bolsonaro na defesa do policial acusado pelo crime e traz o depoimento de Cristiane Gomes da Silva, mãe da menina, sobre a espera da família por justiça.

Ana Clara morreu em 2 de fevereiro de 2021, após ser atingida por um disparo de fuzil quando brincava com o irmão de 2 anos na porta de casa, na comunidade do Monan Pequeno, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. O policial militar Bruno Dias Delaroli foi apontado pelo Ministério Público como autor do disparo. Flávio Bolsonaro integrou sua equipe de defesa e assinou, em 2024, recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) contra a decisão que determinou o julgamento do acusado pelo Tribunal do Júri. O recurso foi negado, mas, mais de cinco anos depois da morte da menina, o julgamento ainda não ocorreu.

O que acontece próximo ao dia das crianças, busca recuperar a memória de Ana Clara e dar visibilidade à história de uma infância interrompida pela violência. O QR Code nos painéis, amplia o acesso às informações sobre o caso e estimula o público a conhecer o relato da família, as circunstâncias do crime e seus desdobramentos judiciais e políticos.

 

 

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