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terça-feira, 13 janeiro, 2026

Os EUA estão considerando medidas retaliatórias contra o Chile por apoiar Israel.

O presidente dos EUA, Donald Trump, discursa ao Congresso no Capitólio, em Washington, em 4 de março de 2025. (Foto: AP)

HispanTV – Os EUA, em um movimento pró-Israel, alertam que “tudo está na mesa” para retaliar o Chile pela retirada de seus adidos militares de Tel Aviv.

Washington está considerando tomar medidas contra o Chile depois que o governo do presidente Gabriel Boric anunciou na quarta-feira a retirada de seus adidos militares estacionados em Tel Aviv, em resposta à “situação humanitária extremamente grave” na Faixa de Gaza, devido à “operação militar desproporcional e indiscriminada do exército israelense” no enclave costeiro,  informou o jornal israelense Yedioth Ahronoth na sexta-feira, citando uma fonte do governo Trump.

Segundo a fonte, “tudo está sobre a mesa” para os EUA, incluindo “cancelar a participação do Chile no Programa de Isenção de Visto dos EUA, aumentar tarifas sobre exportações chilenas, suspender entrevistas para visto de estudante e fechar o consulado dos EUA em Santiago”.

Espera-se que o presidente chileno aborde o assunto durante seu discurso de alto nível nas Contas Públicas no domingo, levantando a possibilidade de uma ruptura diplomática completa.

Em protesto contra o genocídio israelense contra palestinos em Gaza, o Chile anunciou a retirada de adidos militares de sua embaixada em Tel Aviv.

Em janeiro de 2024, o Chile, juntamente com o México, apresentou um pedido ao promotor do Tribunal Penal Internacional (TPI) para investigar crimes israelenses em Gaza.

Desde que chegou ao poder em 2022, Boric adotou uma postura crítica em relação a Israel. Seu governo atrasou o credenciamento do embaixador israelense Gil Artzyeli, excluiu empresas israelenses da Feira Internacional do Ar e do Espaço (FIDAE) de 2024 e, em novembro de 2023, chamou de volta o embaixador chileno em Tel Aviv.

Em outubro de 2023, Israel lançou uma campanha genocida contra a Faixa de Gaza que resultou em mais de 54.321 palestinos mortos e mais de 123.770 feridos, de acordo com o Ministério da Saúde palestino.

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