Os líderes da Plataforma Cidadã Revoca EC, que está promovendo a iniciativa, comentarão o processamento dos pedidos de formulários para coleta de assinaturas que o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) deve entregar, caso determinem que os pedidos atendem aos requisitos.
Além disso, responderão à documentação apresentada pelo Executivo em defesa do presidente e anunciarão ações para exigir o respeito ao direito de participação cidadã e aos princípios democráticos.
Até o momento, foram submetidos dois pedidos ao CNE para iniciar a coleta das assinaturas necessárias para o mecanismo de revogação previsto na Constituição.
Os promotores de ambas as iniciativas sustentam que o presidente e a vice-presidente María José Pinto não cumpriram o plano de governo apresentado durante a campanha eleitoral de 2025.
Entre seus argumentos, mencionam o aumento de impostos, a eliminação dos subsídios aos combustíveis, as reformas econômicas e trabalhistas, bem como a promoção de projetos extrativistas questionados por grupos indígenas e ambientalistas.
O primeiro pedido foi submetido em 9 de junho por membros da plataforma Revoca EC, incluindo o advogado Washington Andrade, o ativista Jorge Cárceres e o líder indígena Leonidas Iza.
Posteriormente, em 23 de junho, organizações como a União Nacional de Educadores (UNE), a Confederação Nacional de Organizações Camponesas, Indígenas e Negras (Fenocin) e a Frente Popular apresentaram um segundo pedido de revogação.
O Executivo sustenta que este tipo de iniciativas responde a motivações políticas destinadas a desestabilizar o Governo.
Noboa solicitou à CNE a rejeição do recall e apresentou mais de 14.500 páginas de documentação, distribuídas em 22 caixas, a fim de demonstrar a conformidade com seu plano de governo.
A ministra do Governo, Nataly Morillo, descreveu o processo como “o mais recente absurdo da oposição política” e afirmou que os pedidos carecem de fundamentos suficientes para ativar o mecanismo de democracia direta.
Em resposta, representantes da Revoca EC solicitaram acesso ao conteúdo dos documentos apresentados pelo Governo e questionaram a intenção do Executivo de fundamentar sua defesa com o que descreveram como “caixas de papelão cheias de mentiras”.