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Postado em 17/12/2020 10:47

O que não está a ser dito sobre a vacina da Pfizer contra o coronavírus

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por F. William Engdahl [*]

Bill Gates financia e promove ativamente novas vacinas não testadas que supostamente nos manterão pelo menos algo protegido de uma morte horrível pelo novo coronavírus e supostamente nos permitirão retomar uma vida um tanto “normal”. A gigante farmacêutica Pfizer anunciou agora o que eles afirmam serem resultados espetaculares em testes humanos iniciais. Eles utilizam uma tecnologia experimental conhecida como edição de genes, especificamente edição de genes de mRNA, algo nunca antes utilizado em vacinas. Antes de nos apressarmos a sermos injetados na esperança de obter alguma imunidade, deveríamos saber mais acerca desta tecnologia experimental radical e da sua falta de precisão.

O mundo financeiro reagiu tempestuosamente em 9 de novembro quando a gigante farmacêutica Pfizer e seu parceiro alemão, BioNTech, anunciaram num comunicado à imprensa da companhia que havia desenvolvido uma vacina para a Covid19 que era “90%” eficaz. O polémico chefe do NIAID nos Estados Unidos, Tony Fauci, apressou-se a saudar a notícia e a UE anunciou que havia comprado 300 milhões de doses da custosa nova vacina. Se acreditar em mercados financeiros, a pandemia é tudo menos história do passado.

Eventos suspeito

No entanto, parece que Albert Bourla, o CEO da Pfizer, não compartilha confiança nas suas próprias afirmações. No dia em que sua companhia emitiu seu comunicado à imprensa sobre os propostos ensaios de vacinas, ele vendeu 62% das suas ações na Pfizer, lucrando m

bilhões com o negócio. Ele deu a ordem de venda numa opção especial em agosto a fim de que não aparecesse como “venda privilegiada” (“insider selling”), no entanto, ele também temporizou para que fosse logo após as eleições nos Estados Unidos e os grandes media declararem ilegitimamente Joe Biden como presidente eleito. Aparentemente Bourla tinha um conflito de interesses bastante claro quanto à temporização do seu comunicado à imprensa no mesmo dia.

Bourla mentiu e negou à imprensa que sua companhia houvesse recebido quaisquer fundos da Administração Trump para desenvolver a vacina quando foi divulgado que no Verão eles contrataram a entrega de 100 milhões de doses ao governo dos EUA. Além das ações suspeitas da Pfizer estava o fato de a empresa ter informado primeiro a equipe de Joe Biden ao invés das agências governamentais relevantes dos EUA.

Mas isto está longe de ser a única coisa alarmante sobre o tão alardeado anúncio da Pfizer.

O parceiro alemão

A Pfizer, famosa pelo seu Viagra e outros medicamentos, fez parceria com uma pequena companhia alemã de Mainz, a BioNTech, a qual desenvolveu a técnica radical do mRNA usada para produzir a nova vacina corona. A BioNTech foi fundada só em 2008. A BioNTech assinou um acordo com a Fundação Bill & Melinda Gates em setembro de 2019, pouco antes do anúncio em Wuhan, China, do Novo Coronavírus e pouco antes de a BioNTech fazer sua estreia no mercado de ações. O acordo envolvia cooperação no desenvolvimento de novas técnicas de mRNA para tratar câncer e HIV. É curioso que o comunicado à imprensa, “A Fundação Gates vê o potencial da BioNTech para ‘reduzir drasticamente o HIV e a tuberculose globais'”, 05 de setembro de 2019, agora tenha sido eliminado.

A BioNTech também tem um acordo com um dos maiores produtores de medicamentos na China, a Shanghai Fosun Pharmaceutical Co., Ltd (“Fosun Pharma”) para desenvolver uma versão de sua vacina de mRNA para o novo coronavírus para o mercado chinês. Ai-Min Hui, presidente de P&D Global da Fosun Pharma, disse numa declaração de agosto: “Dosar o primeiro sujeito chinês com BNT162b1 é um marco do programa de co-desenvolvimento global na China. Estamos a trabalhar em estreita colaboração com a BioNTech e as autoridades regulatórias para avaliar a segurança e eficácia do BNT162b1 e de outrs vacinas mRNA candidatas …”

Isto significa que a mesma companhia alemã de biotecnologia está por trás das vacinas que estão a ser lançadas na China, bem como nos EUA e na UE. A vacina está a ser enviada às pressas para aprovação final num espaço de tempo alarmantemente curto.

Tanto as autoridades dos EUA como as da UE e, presumivelmente, também chinesas, dispensaram os testes padrão em animais usando furões ou ratos e foram diretamente para “cobaias” humanas. Os testes em humanos começaram no final de julho e início de agosto. Três meses são inéditos para testar uma nova vacina. Vários anos são a norma. Devido ao grau de pânico global engendrado pela OMS em relação ao coronavírus, a cautela é jogada ao vento. Todos os fabricantes de vacinas têm imunidade legal, o que significa não poderem ser processados se pessoas morrerem ou ficarem aleijadas pela nova vacina. Mas o fa­to mais alarmante acerca da nova vacina Pfizer-BioNTech editada com gene é que o gene editado mRNA para aplicação de vacina humana nunca foi aprovado antes. Notavelmente, testes revistos por pares (peer reviewed) durante dois anos com ratos alimentados com milho geneticamente modificado pulverizado com o Roundup rico em glifosato da Monsanto mostraram pela primeira vez tumores cancerígenos após nove meses, bem como danos no fígado e outros órgãos. Os testes anteriores da companhia Monsanto terminaram aos três meses e não alegaram qualquer dano. Existe uma situação semelhante com as vacinas de mRNA editadas com o gene que estão a ser apressadas após menos de 90 dias de testes em humanos.

“Explicitamente experimental”

O Dr. Michael Yeadon respondeu num comentário público recente na mídia a um colega no Reino Unido: “Todas as vacinas contra o vírus SARS-COV-2 são, por definição, novas. Nenhuma vacina candidata esteve… em desenvolvimento por mais de alguns meses”. Yeadon declarou então: “Se uma tal vacina for aprovada para utilização em quaisquer circunstâncias que não sejam EXPLICITAMENTE experimentais, acredito que os receptores estão a ser enganados de forma criminosa. Isto ocorre porque há exatamente zero voluntários humanos para … os quais poderia haver mais do que alguns meses de informação sobre segurança em doses passadas”.

Yeadon é bem qualificado para fazer a crítica. Como ele observa no comentário: “Tenho graduação em Bioquímica e Toxicologia e um PhD baseado em investigação em farmacologia. Passei 32 anos trabalhando em I&D farmacêutico, principalmente em novos medicamentos para doenças pulmonares e da pele. Fui vice-presidente da Pfizer & CEO…. de uma empresa biotecnologia que fundei (Ziarco – adquirida pela Novartis). Estou bem informado sobre I&D de novos medicamentos”. Ele anteriormente estava na Pfizer num nível muito sénior.

Porquinhos-da-índia humanos?

A vacina Pfizer-BioNTech é experimental e longe de ser segura, apesar do facto de a Pfizer, a UE e o famoso Dr. Tony Fauci parecerem prontos para implementá-la antes do final do ano em centenas de milhões de humanos.

A tecnologia experimental é baseada numa manipulação de genes bastante nova, conhecida como edição de genes. Num artigo importante de 2018 na revista Foreign Affairs do New York Council on Foreign Relations, Bill Gates promoveu efusivamente a nova tecnologia CRISPR de edição de genes como sendo capaz de “transformar o desenvolvimento global”. Ele observou que a sua Fundação Gates tinha estado a financiar desenvolvimentos na edição de genes para vacinas e outras aplicações há uma década.

Mas será a tecnologia para romper e juntar genes humanos tão absolutamente segura que vale a pena arriscar em uma nova vacina experimental nunca antes usada em humanos? Ao contrário do que afirma Bill Gates, a resposta científica é não, não está provado que seja seguro.

Num artigo revisto por pares na publicação Trends in Genetics, de outubro de 2020, os autores concluem que “a gama de eventos possíveis moleculares resultantes da edição do genoma tem sido subestimada e a tecnologia permanece imprevisível nos lócus alvo e fora dele”.

O Dr. Romeo Quijano, professor aposentado de Farmacologia e Toxicologia da Faculdade de Medicina da Universidade das Filipinas em Manilha, observou alguns dos perigos da edição experimental de genes quando aplicada a vacinas humanas. Quijano adverte do “perigo de que a vacina possa realmente “reforçar” a patogenicidade do vírus, ou torná-lo mais agressivo possivelmente devido ao reforço de anticorpos-dependentes (ADE), como aconteceu com estudos anteriores sobre vacinas de teste em animais. Se isso acontecesse num grande ensaio em humanos, o resultado poderia ser desastroso. Este grave efeito adverso pode nem mesmo ser detectado por um ensaio clínico, especialmente em ensaios clínicos altamente tendenciosos e carregados de conflitos de interesse envolvendo companhias de vacinas. Mesmo quando um evento adverso grave é detectado, isso geralmente é varrido para debaixo do tapete”. Ele cita o caso de outra vacina candidata de mRNA de Gates, a Moderna, onde “três dos 15 sujeitos experimentais humanos no grupo de alta dose sofreram sintomas graves e clinicamente significativos”. A Moderna, no entanto, concluiu que a vacina era “geralmente segura e bem tolerada”, o que os media dominados pelas corporações obedientemente relataram, encobrindo o perigo real … ”

Ele observa: “O mRNA exógeno são inerentemente imunoestimulante e esta característica do mRNA pode ser benéfica ou prejudicial. Pode fornecer atividade adjuvante e pode inibir a expressão do antígeno e afetar negativamente a resposta imune. Os efeitos paradoxais do sensor imune inato em diferentes formatos de vacinas de mRNA não são completamente compreendidos”. Quijano acrescenta: “Uma vacina baseada em mRNA também poderia induzir respostas potentes de interferon tipo I, as quais têm sido associadas não apenas com a inflamação, mas também potencialmente com a autoimunidade… e pode promover a coagulação do sangue e a formação de trombos patológicos”.

Quijano escreve no seu artigo amplamente documentado: “entre outros perigos, as vacinas vectoriais (virus-vectored) de vírus podem sofrer recombinação com vírus de ocorrência natural e produzir vírus híbridos que podem ter propriedades indesejáveis afetando a transmissão ou virulência. Os … possíveis resultados da recombinação são praticamente impossíveis de quantificar com precisão, dadas as ferramentas e conhecimentos existentes. Os riscos, contudo, são reais, como exemplificado pelo surgimento de tipos mutantes de vírus, patogenicidade aumentada e eventos adversos sérios inesperados (incluindo morte) após campanhas de vacinação em massa aleatórias e anteriores tentativas fracassadas de desenvolver vacinas quiméricas usando tecnologia de engenharia genética “.

Bill Gates, os fabricantes de vacinas mRNA, incluindo Pfizer/BioNTech e Moderna, e seus aliados próximos, como o Dr. Tony Fauci do NIAID, estão claramente a brincar com vidas humanas na sua pressa para colocar estas vacinas experimentais dentro dos nossos corpos. Notavelmente, o mesmo Dr. Fauci e seu NIAID possuem a patente de uma vacina para a febre do dengue conhecida como Dengvaxia, comercializada pela Sanofi-Pasteur e promovida como uma vacina “essencial” pela Tedros da OMS desde 2016. Robert F. Kennedy Jr. observaram que Fauci e NIAID “sabiam, por meio de testes clínicos, que havia um problema com a resposta imunológica paradoxal”, mas mesmo assim deram-na a centenas de milhares de crianças filipinas. Estima-se que cerca de 600 crianças vacinadas morreram antes de o governo interromper as vacinações.

Claramente, o bem estabelecido Princípio da Precaução – se tiver sérias dúvidas, não o faça – está a ser ignorado por Fauci, Pfizer/BioNTech e outros na pressa para aprovar a nova vacina de mRNA para coronavírus. A tecnologia do RNA mensageiro ainda não produziu um medicamento aprovado, muito menos uma vacina.

[*] Consultor de risco estratégico, licenciado pela Universidade de Princeton.   Os seus livros estão aqui.

O original encontra-se em journal-neo.org/…

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

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