Os antigos guerrilheiros apresentaram uma petição para apurar, por exemplo, o futuro da Jurisdição Especial para a Paz, o tribunal de justiça de transição criado no país após a assinatura do pacto, bem como outras questões inerentes à sua implementação.
Estão investigando como o Governo Nacional planeja garantir as condições institucionais, de segurança e de implementação necessárias para que o documento avance nos próximos quatro anos.
“Quais são as medidas específicas, o cronograma e os recursos orçamentários que o novo Governo adotará para garantir a execução do Plano de Implementação do Quadro (PMI)?”, perguntam os signatários da carta em um trecho.
Eles também solicitam ser informados sobre as decisões, medidas ou políticas para garantir a segurança integral das pessoas que assinaram o Acordo de Paz Final e o cumprimento das ordens emitidas pelos diversos órgãos judiciais do país.
Eles também solicitam informações sobre se a atual administração planeja modificar, reduzir, redistribuir ou aumentar os recursos orçamentários destinados à implementação do Acordo de Paz Final ou ao funcionamento das entidades responsáveis por sua execução.
Eles também exigem ser informados se existem estudos que corroborem as declarações públicas feitas pelo presidente do país ou por membros de seu gabinete relacionadas à eliminação do Escritório do Alto Comissariado para a Paz, da Unidade de Implementação do Acordo Final, entre outras entidades.
O documento é assinado por alguns dos ex-membros do último secretariado das extintas FARC-EP, como Rodrigo Londoño, Pablo Catatumbo, Rodrigo Granda e Jaime Alberto Parra.