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sexta-feira, 24 abril 2026

Crimes cometidos por candidato presidencial são revelados na Bolívia

La Paz, 3 de junho (Prensa Latina) O candidato presidencial da oposição Samuel Doria Medina está sendo denunciado como um “trapaceiro” antes das eleições gerais da Bolívia em agosto do ano que vem, após uma acusação feita pelo agente político Peter Erlwein Beckhauser.

Segundo o indivíduo ligado à extrema direita de Santa Cruz que foi excluído da lista de candidatos a deputado da aliança Unidade, que indica Doria Medina, o empresário milionário os instruiu a contestar a candidatura do também direitista Jorge Tuto Quiroga em uma reunião em La Paz.

Assim, Doria Medina pretendia permanecer como único candidato da oposição de direita nas eleições gerais de 17 de agosto deste ano.

Segundo Beckhauser, o agente político de Doria Medina, Roberto Moscoso, e a representante da Community Citizens, Senaida Rojas, também participaram da reunião.

“(…) Roberto Moscoso disse ao deputado Senaida: ‘Vai atrás do Tuto’. Eu estava naquela reunião. O senhor (Samuel) mandou cassar toda a oposição (…)”, disse ele em declarações ao canal privado DTV.

Ele acrescentou, sobre a pessoa que frustrou sua candidatura a deputado, que “esse sujeito não pode ser figura de unidade, porque queria ganhar nas urnas, e agora não pode dizer que o processo eleitoral está sendo judicializado (…)”, enfatizou.

Ele acreditava que o objetivo era enfraquecer o bloco de oposição porque “ele nos pediu, em vez de acabar com a esquerda, para desafiar toda a direita para que ele fosse o único na cédula”.

Após estas revelações, o candidato da Alianza Libre, Quiroga, deplorou a ordem de Doria Medina.

“(…) Eu vi o ativista Peter Beckhauser dizendo: os da Unidade Nacional me deram instruções para ir e retirar a candidatura do Tuto”, criticou.

Por sua vez, o líder da Alianza Unidad e analista político José Luis Bedregal negou enfaticamente as acusações e chamou Beckhauser de um ator sem histórico democrático e com supostos vínculos com o vice-presidente David Choquehuanca.

Entretanto, em 24 de abril, a mídia boliviana destacou o recurso interposto pelos deputados do CC Senaida Rojas e Juan José Tórrez contra a Aliança Livre (Liberdade e Democracia) de Quiroga.

Em resposta, o porta-voz deste bloco, Tomás Monasterio, sustentou que Doria Medina estava por trás da “manobra” para tirar Quiroga do cenário eleitoral.

“São parlamentares que declararam aberta e manifestamente seu apoio ao senhor Samuel Doria Medina, a quem considero responsável por esse ‘ataque sistemático’ e por esse ato covarde e malicioso de recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para tentar nos tirar da cena eleitoral”, insistiu Monasterio.

Rojas e Tórrez denunciaram que a aliança de Quiroga, formada pelos Democratas e pela Frente de Esquerda Revolucionária (FRI), não pode ser formada porque, supostamente, uma aliança anterior com o CC não foi dissolvida.

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