Por Altamiro Borges
O magistrado atendeu ao pedido do deputado Jorge Solla (PT-BA), que argumentou que o “capetão” violou a moralidade e a impessoalidade e agiu com desvio de finalidade ao conceder a medalha à esposa. Além de pedir o cancelamento da honraria indecorosa, o parlamentar ainda solicitou que o Ministério Público Federal apure se houve improbidade do presidente da República.
Crise conjugal e homenagens indecentes
As condecorações são descaradamente indecentes. Verdadeiros absurdos e aberrações! Em outra notinha publicada na semana passada, o site até apimentou a notícia. “As três homenagens seguidas vêm num momento em que o casamento de Michelle e Bolsonaro atravessa uma crise” – o que não justifica essas aberrações com medalhas oficiais.
Capachos no Exército e na Câmara Federal
Já o site UOL informa que, além de “Micheque” Bolsonaro – beneficiada com R$ 89 mil até hoje sem explicação pelo miliciano Fabrício Queiroz –, o presidente também concedeu a Medalha do Mérito Oswaldo Cruz ao general golpista Walter Braga Netto, seu capacho no Ministério da Defesa, e ao deputado Arthur Lira (PP-AL), seu capacho “provisório” na presidência da Câmara Federal, entre outros apaniguados.
Como registra o site, “não há nenhuma explicação sobre quais feitos teriam justificado a entrega da medalha à lista de autoridades escolhidas por Bolsonaro. Nenhum médico ou cientista com atuação na linha de frente no combate à pandemia de Covid-19, por exemplo, foi lembrado na lista. A concessão da medalha é feita por decreto do Poder Executivo, mediante proposta do Ministério da Saúde”.


