Fotos: Carmen Esquivel, Prensa Latina
Santiago do Chile (Prensa Latina) Com homenagens às vítimas da ditadura e apelos à busca dos detidos desaparecidos, os chilenos recordarão hoje o 51º aniversário do golpe de Estado contra o governo da Unidade Popular.
Em 11 de setembro de 1973, tanques e aviões militares atacaram o Palácio La Moneda e outros edifícios e derrubaram o governo do presidente Salvador Allende.
Augusto Pinochet, então comandante-chefe do exército, liderou o golpe que deu lugar a uma ditadura de 17 anos, durante a qual foram cometidos mais de 40 mil crimes contra a humanidade, incluindo tortura, assassinatos e desaparecimentos.

Cinquenta e um anos depois desses acontecimentos, ainda existem mais de 1.100 pessoas cujo paradeiro é desconhecido.
Sob o lema “Os anos de impunidade não silenciarão os nossos gritos por justiça”, o Partido e a Juventude Comunista convocaram esta quarta-feira uma marcha desde a Avenida La Alameda até ao monumento ao ex-presidente, na Plaza de la Constitución.
A peregrinação passará em frente ao portão Morandé 80, local para onde foi retirado o corpo sem vida de Allende no dia do golpe.
“Não vou renunciar. Situado num trânsito histórico, pagarei com a minha vida a lealdade do povo… Vocês continuam a saber que, muito mais cedo ou mais tarde, as grandes avenidas por onde passa o homem livre se abrirão novamente para construir uma sociedade melhor”, disse o ex-presidente em seu último discurso.



