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terça-feira, 11 junho, 2024

Cuba receberá 3 navios e 1 submarino nuclear da Marinha russa em Havana; EUA reagem

Sputnik – Um submarino russo com propulsão nuclear — que não transportará armas nucleares — visitará Havana na próxima semana, anunciaram nesta quinta-feira (6) autoridades cubanas.

submarino nuclear Kazan e três outros navios da Marinha russa, incluindo a fragata de mísseis Almirante Gorshkov, um petroleiro e um rebocador de salvamento, atracarão na capital cubana de 12 a 17 de junho, disse o Ministério das Forças Armadas Revolucionárias de Cuba em um comunicado.

“Nenhum dos navios transporta armas nucleares, […] não representando uma ameaça para a região”, acrescentou o ministério.

A pasta também afirmou que a jornada dos navios “corresponde às históricas relações de amizade entre Cuba e a Federação da Rússia“. À chegada, os marinheiros russos serão recebidos com disparos de saudações e depois farão visitas de cortesia a funcionários e colegas cubanos.
Uma das torres do Kremlin de Moscou, Rússia - Sputnik Brasil, 1920, 01.11.2023

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Estados Unidos reagem

O senador norte-americano Marco Rubio, do Partido Republicano, sugeriu também nesta quinta-feira (6) que o governo norte-americano deve estar preparado para impor medidas a Havana caso hospede navios russos e um submarino nuclear.

“Há mais de 30 anos que não temos um submarino russo com mísseis com capacidade nuclear operando no Caribe. Portanto se o regime cubano decidir permitir que um deles pare em um porto a apenas 144 quilômetros de nossas costas, a administração Biden deve impor medidas reais […]”, afirmou o senador em um post no X (antigo Twitter).

Autoridades norte-americanas veem o envio da Marinha de Moscou como uma “tática de mensagem“, após o presidente dos EUA, Joe Bidenter permitido, na semana passada, que a Ucrânia utilizasse armas fornecidas pelo seu país em ataques ao território russo.

No entanto, mais tarde ainda nesta quinta-feira (6), a Casa Branca disse que “vai monitorar a situação de perto“, mas “não vê esse acontecimento como uma ameaça à sua segurança nacional”, disse o porta-voz da Casa Branca, John Kirby.

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