Brasília, 12 de agosto de 2022 às 11:32
Selecione o Idioma:

Internacional

Postado em 19/07/2022 5:34

UE se prepara para ‘pior cenário possível’ de inverno com a ausência de suprimentos de gás russos

.

© Sputnik / Evgeny Biyatov

Sputnik  – União Europeia (UE) está fazendo preparativos de energia para o inverno com base no “pior cenário possível”, ou seja, uma completa ausência de suprimentos da gigante russa de energia Gazprom, disse o porta-voz da Comissão Europeia Eric Mamer nesta terça-feira (19).

“Estamos trabalhando com o pior cenário possível. Esse cenário, portanto, é a suposição de que a Gazprom não entregaria mais gás para a Europa“, disse Mamer durante uma entrevista coletiva em Bruxelas. “Estamos baseando nossos planos de preparação para o inverno no pior cenário possível.”

Em meados de junho, a Gazprom anunciou que poderia fornecer apenas 67 milhões de metros cúbicos de gás à Europa por meio do gasoduto Nord Stream 1 por dia, enquanto o volume inicialmente programado era de 167 milhões de metros cúbicos.
A empresa explicou que a redução pelo desenvolvimento do ciclo de revisão de unidades de compressores de gás (GCU, na sigla em inglês) aconteceu por causa de atrasos na operação da empresa alemã Siemens, que não devolveu as GCUs de reparo de uma fábrica canadense devido às sanções de Ottawa contra a Rússia, além de avarias técnicas em motores.

Logotipo da empresa Gazprom Germania na sua sede em Berlim, Alemanha, 6 de abril de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 17.07.2022

Panorama internacional

Reservas subterrâneas alemãs são insuficientes para país sobreviver no inverno sem o gás russo

A Comissão Europeia desenvolveu a iniciativa REPowerEU — o plano da UE para eliminar gradualmente as fontes de energia russas e aumentar o uso de energia renovável, bem como encontrar outros fornecedores — depois que a Rússia lançou sua operação militar na Ucrânia.
Segundo a Agência Internacional de Energia (AIE), o bloco importou 155 bilhões de metros cúbicos de gás natural da Rússia em 2021, o que representa 45% de suas importações e 40% de seu consumo total.

Comentários: