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domingo, 15 março 2026

Trump desencadeia golpe especulativo contra Lula para tentar derrota-lo em 2026

César Fonseca

Tem tudo de semelhante a golpe monetário especulativo, gerando elevações momentâneas de preços, a manipulação monetária que Trump desencadeou com o tarifaço, permitindo ganhos exorbitantes na variação da cotação do dólar em questão de horas, conforme identificaram operadores financeiros em Nova York, na semana passada.

É mais ou menos igual ao que o seu aliado, na Argentina, presidente Javier Miley, promoveu, especulando com as bitcoins, tendo como parceiros, agentes internos associados aos externos, americanos, dando calote em milhares, para beneficiar minorias de especuladores.

Se deu bem quem tinha a informação privilegiada de que Trump baixaria o tarifaço (os amigos do rei?), sinalizando o alcance do poder imperial para seguir desestabilizando a economia brasileira, dependente do capitalismo americano sob dominação financeira especulativa.

Podem vir outras chantagens por aí, sabendo que o presidente Lula virou alvo do imperador Trump, depois da reunião dos BRICS, no Brasil?

Seria ou não aviso de que outros sustos poderão ser dados, tais como sequestro de reservas cambiais e sanções comerciais, como é o caso do choque tarifário, capaz de desorganizar o setor produtivo nacional, se o governo brasileiro continua, do ponto de vista do governo americano, aprofundando seu compromisso com os BRICS?

Os principais comandantes efetivos do BRICS, Rússia e China, são adversários de Trump, dos quais o Brasil, na avaliação de Washington, tem que tomar distância.

As chantagens monetárias são a prática imperialista contra os que os Estados Unidos consideram adversários.

O presidente Lula previu problemas para o dólar com o avançar dos BRICS, que já superam o G7 em paridade de poder compra, puxado pela locomotiva comercial e financeira chinesa.

Irritado, Trump acelerou os alertas de punição, que os seus aliados da família Bolsonaro proclamam para breve, com insistência cada vez maior.

A despeito de tudo isso, o apoio popular aumenta, favorecendo-o para disputa eleitoral em 2026.

ATAQUES IMPERIALISTAS

Trump pode ou não repetir contra o Brasil ataques semelhantes ao que pratica contra a Venezuela?

O governo do presidente Maduro, por exemplo, sofreu sequestro de 30 toneladas de ouro e das reservas cambiais venezuelanas depositadas nos bancos ingleses.

As sanções econômicas ao país, politicamente dominado pelo nacionalismo chavista, são contínuas.

O mesmo aconteceu com a Rússia, cujas reservas cambiais, igualmente, foram sequestradas ao lado de sanções econômicas intermitentes.

Se o governo Putin não se aliasse ao governo Xi Jinping, estaria em situação pior, para redirecionar suas exportações para a Ásia, e fugir de boicotes imperialistas.

Agora, o secretário de Estado americano, Marcos Rúbio, ameaça sanções aos países integrantes do BRICS.

Que sanções são essas senão os ataques protecionistas e financeiros conjugados, como forma de punir os que os Estados Unidos consideram seus adversários?

Nesta segunda-feira, mesmo, outro avião venezuelano da presidência da República foi sequestrado na Costa Rica e enviado para os Estados Unidos.

Os filhos de Bolsonaro, como o deputado Eduardo, que está nos Estados Unidos, tramando golpes contra Lula, alertam para novas bombas de Hiroxima e Nagasaki, nos próximos dias.

Deixaram claro que está em curso golpe, chantagem e outros possíveis ataques(financeiros?).

Descaradamente, o deputado Coronel Crisóstomo, do PL(RO), prega, impunemente, golpe militar, sem que a Procuradoria Geral da República, até o momento, lance mão da Constituição para punir o golpista.

É permitido, em nome da prerrogativa legal, parlamentar pregar golpe militar?

GUERRA GEOPOLÍTICA

Trump desencadeou uma guerra geopolítica contra o Brasil, parte frágil, do ponto de vista financeiro e militar, do BRICS, levantando a necessidade do presidente da República, chefe das Forças Armadas, mobilizar a sociedade em defesa da soberania nacional contra notório ataque imperialista.

Apavorada, a elite empresarial já utiliza o seu porta-voz midiático, o velho Estadão, pedindo saída do Brasil dos BRICS; outros como O Globo, Folha de São Paulo etc, já, já seguem o mesmo caminho.

Argumentam que geopoliticamente o Brasil está no campo americano, conforme a Doutrina Monroe determina.

Os capitalistas da indústria, sócios menores ou testas de ferro de acionistas internacionais, especialmente, americanos, são candidatos à falência com a tarifa protecionista imperialista de 50% imposta por Trump.

Também, o agronegócio, que puxa o PIB nacional, dependente do capital americano, na compra de máquinas, implementos e insumos agrícolas importados, financiados por fundos de investimentos especulativos, está na corda bamba.

O receio de golpes extemporâneos deixa o governo em pânico.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sentindo a temperatura elevada, destacou que o Brasil não abandonará a mesa de negociação com os americanos.

Joga água fria na fervura.

Pelo menos, por enquanto, não está no horizonte da equipe econômica, dizem informações de bastidores, qualquer medida retaliatória, na linha da lei de reciprocidade, recentemente aprovada.

Ao contrário, o que se cogita, se precisar, dizem os burocratas, é o contingenciamento de gastos, se houver pressões inflacionárias, decorrentes de eventuais golpes especulativos etc.

Novo contingenciamento, no contexto do arcabouço fiscal neoliberal, somado ao tarifaço, estrangula as forças produtivas.

Nesse cenário, está em risco a democracia, como alertou o presidente Lula, em Santiago, do Chile, onde se reuniram presidentes chileno, colombiano, uruguaio, brasileiro e espanhol, para que se realize união política de resistência às pressões imperialistas trumpistas.

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