Brasília, 29 de novembro de 2021 às 21:13
Selecione o Idioma:

Argentina

Postado em 15/02/2016 7:53

Trabalhadores argentinos são encarcerados por protestarem contra demissões

.

Paulo Emanuel Lopes
Adital

Dez trabalhadores municipais da cidade de Cerrillos, localizada na P0rovíncia de Salta, norte da Argentina, são mantidos presos desde o último dia 27 de janeiro, após protestarem diante da sede da Prefeitura Municipal contra suas demissões. Desses detidos, sete são jovens mulheres, que estão impedidas de cuidarem de seus filhos pequenos, alguns ainda lactantes.

Há meses, os empregados municipais de Cerrillos vêm reclamando seus direitos como trabalhadores, com remunerações que beiram os 3.000 pesos por mês (cerca de 200 dólares estadunidenses). Tendo recebido os telegramas da demissão, organizaram-se e marcharam em frente à Prefeitura, onde foram presos.

“Fazemos um urgente chamado a todo o ativismo político e sindical a deixar de lado os próprios caminhos que não estejam à altura da luta pelo mais precioso que temos, que é a vida e a liberdade, e tomar em suas próprias mãos a necessária campanha pela liberdade dos trabalhadores de Cerrillos, presos por lutarem […] O poder político do peronista Urtubey os mantém presos para extorquir, disciplinar e conter o conflito social; a justiça oligárquica saltenha negou a libertação, justificando periculosidade das ‘insurrectas’, todo o poder nacional avança ainda mais na criminalização do protesto social, aplicando a lei antiterrorista kirchnerista em todo o país”, diz o comunicado divulgado em prol da libertação dos/as trabalhadores/as.

Com informações da Red Latina sin fronteras.

O encarceramento parece se tornar mais um capítulo da repressão contra os movimentos sociais organizados argentinos, intensificada após a chegada de Mauricio Macri à Presidência. O governador saltenho, Juan Manuel Urtubey, outrora aliado de Cristina Fernández, é considerado pelos argentinos como um dos desertores do chamado “kirchnerismo”, tendo aproximado-se do presidente opositor eleito.

Paulo Emanuel Lopes

Colabora com ADITAL.

Email

Comentários: