Quatro pesquisas divulgadas nos últimos dias, duas delas na noite passada, mostram que seis em cada dez argentinos não votarão em Milei nas eleições gerais de 2027, uma maioria de mais de 60% rejeita suas políticas econômicas, enquanto 63,3% do público tem uma imagem negativa dele, em comparação com 34,5% que o veem positivamente.
Essa última informação vem da consultoria CEOP Latam, que realizou um estudo entre 14 e 27 de abril, no qual detectou um crescente “descontentamento social” atribuível a uma economia em declínio que não consegue decolar, à estagnação da renda familiar e ao impacto de casos recentes de corrupção (como Libra, Andis e o caso Adorni) que corroeram a capacidade do governo de definir a agenda.
Por outro lado, outras figuras políticas estão ganhando popularidade, como Kicillof, que hoje se posiciona como um forte candidato peronista com uma imagem positiva de 47,7%, a melhor entre a oposição.
Em seguida, vêm os deputados Juan Grabois (Patria Grande) e Myriam Bregman (Frente Unida de Esquerda), com 45% e 43,4% respectivamente, que se consolidam como líderes de uma oposição jovem.
Em seguida vem Cristina Kirchner que, apesar de estar em prisão domiciliar, mantém um sólido índice de aprovação de 42,5%, o que a coloca como uma figura chave para a unidade peronista.
Patricia Bullrich, líder do bloco governista no Senado, assim como Milei, sofre o desgaste da administração e sua imagem positiva cai para 36,4%, com uma negativa de 61,1%, embora esteja alguns pontos à frente de seu chefe libertário.
Outra pesquisa da consultoria Zuban Córdoba concorda que 60,7% dos argentinos rejeitam a possibilidade de reeleição do presidente Javier Milei, enquanto 29,4% afirmam que o apoiariam para um novo mandato.
Zuban Córdoba também constatou em seu estudo que “as demandas por renovação política (62,4%) e pela construção de alternativas mais moderadas (46,4%) estão se consolidando”.
Na semana passada, a Universidade de San Andrés (privada) divulgou os resultados de uma pesquisa que mostrou que quase 62% dos entrevistados estão insatisfeitos com o atual modelo político do executivo libertário.