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domingo, 3 março, 2024

Temer e Aécio: Dois condenados em busca da salvação

Sergio Jones*
No Brasil segundo, alguns gostam de argumentar, não há defeitos a começar pela natureza que nos proporciona tudo o que existe de bom e falta às outras nações. Com exceção do que podemos considerar como ruins: vulcões, tufões, terremotos, entre outras mazelas provocadas pela mãe natureza.
No tocante ao nosso povo, este também não pode ser considerado ou tido como dos piores. Não lidamos com guerras, revoluções civis, o que nos induz a crer ser resultado de uma mistura racial bastante democrática. Em contrapartida vivemos à base de denúncias e falcatruas dos mais variados tipos, e matizes distintas ao longo de séculos de nossa história. Sendo o dinheiro a porta de entrada e de saída que permitem estas malfadadas ações que atinge a todos. Nada fica à margem do processo atingindo o esporte e até mesmo algumas instituições de caridades.
No temerário campo político nos defrontamos com ações praticadas por eles que envergonhariam até mesmo o mais reles e vis dos seres humanos, como muito bem ficou explícito o encontro mantido entre o presidente golpista Michel Temer e o fraudulento senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Ambos os políticos são envolvidos em escândalos de toda a ordem financeira. O que não os impediram de se reunirem durante um jantar neste sábado (30), no Palácio do Jaburu, residência oficial do presidente peemedebista.  O malfadado encontro teve como objetivo pedir ao senador Aécio mobilização dentro do PSDB para arquivar a denúncia que poderá ser votada pelo Plenário da Câmara dos Deputados na próxima quarta-feira (2).
Tal ato criminoso e abominável evidencia a culpabilidade do presidente que procura fugir das denúncias de corrupção passiva na câmara ao se utilizar de recursos indignos e inaceitáveis para continuar no poder. Deixando, com esta ação, uma clara evidência de que os políticos embora sejam escolhidos, eleitos e pagos pelos cidadãos. Estes passam a ser subordinados de seus representantes. O que também nos leva a crer que os votos não podem ser considerados como um ato democrático uma vez que deixa de ser direito, para se tornar uma obrigação. Vivemos em uma democracia relativa que só existe de fato para atender os interesses de poucos em detrimentos dos interesses de muitos. O que o povo busca e luta é por dias melhores e por habitar uma nação mais digna e justa para todos os brasileiros.
*Sérgio Jones (jornalista)

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