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quinta-feira, 22 fevereiro, 2024

Sistema de saúde do Chile à beira de um colapso devido à Covid-19

Santiago do Chile, 20 de maio (Prensa Latina) Os altos números de novas infecções por Covid-19 no Chile, que impõem um recorde atrás do outro, têm hoje o sistema de saúde no limite, apesar dos esforços do governo para garantir leitos mecânicos e ventiladores.
Nesta quarta-feira o panorama nos hospitais desta capital, os mais afetados pela pandemia, é de salas de emergência congestionadas e atrasos no atendimento, que segundo as pessoas que atendem consultas em alguns centros, como o Hospital Barros Luco, um dos maiores da cidade, a espera a ser atendida ultrapassa oito horas.

No hospital San José, entretanto, cerca de 10 ambulâncias tiveram que esperar longas horas com pacientes lá dentro para serem atendidos, enquanto, de acordo com relatos, vários pacientes foram levados de um dia para o centro da cidade sul de Concepción para liberar leitos em unidades de terapia intensiva (UTIs) na capital.

A parte oficial do Ministério da Saúde sobre a pandemia, na terça-feira, indicou que as novas infecções subiram em 24 horas para 3.520, o número mais alto até agora, embora esse tenha sido o tônico desde o final de abril, com o qual o número de pessoas doentes supera os que têm alta, e continua a crescer.

O ministro da Saúde Jaime Mañalich disse que as mais de 3.500 infecções não foram ‘uma anomalia de um dia, mas sim correspondem à tendência da pandemia’.

Como resultado, o número de pacientes gravemente enfermos na UTI e aqueles que necessitam de ventilação mecânica também está aumentando.

Nesse sentido, a Sociedade Chilena de Medicina Intensiva em seu último relatório sobre a pesquisa nacional sobre a ocupação de unidades críticas advertiu que nos hospitais do Oeste e Sudeste desta capital quase não há mais leitos.

Segundo o levantamento, a partir de 18 de maio, a ocupação de leitos em UTI na região metropolitana era de 95% e ainda maior em alguns setores da capital, justamente aqueles onde o maior número de pacientes está se apresentando.

Devido ao aumento dos casos de covid-19, o Ministério da Saúde exigiu que as clínicas privadas dobrassem sua capacidade de leitos de UTI até 15 de junho, e o ministro Mañalich disse que pelo menos 20% desse aumento deveria estar disponível até o próximo domingo.

O ministro explicou que ‘nas últimas seis semanas, enquanto a capacidade de camas de tratamento intensivo e ventiladores no setor público dobrou, em clínicas privadas com atendimento fechado e unidades de alta complexidade cresceu apenas 10 por cento’.

A crise pode se tornar mais aguda, pois as autoridades advertem que, pelo menos nesta semana e na próxima, novas infecções devem continuar a aumentar, e alguns meios de comunicação já se perguntam se chegará o momento em que os médicos terá que assumir o dilema ético de escolher qual paciente tratar para salvar suas vidas, como aconteceu em outros países.

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