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sexta-feira, 23 fevereiro, 2024

Síria relata ao Conselho de Segurança da ONU crimes dos grupos terroristas contra civis

Carta, datada em 05 de setembro de 2016, dirigida ao Presidente do Conselho de Segurança e ao Secretário Geral da ONU.
            Conforme instruções do Governo da República Árabe da Síria, gostaria de coloca-los a par dos seis ataques terroristas, perpetrados pelos grupos terroristas armados, contra os civis das províncias de Tartous, Homs, Hasaka e zona rural de Damasco, nesta manhã de 05/09/2016:
            Com requintados atos de criminalidade, terrorismo e assassinato, grupos terroristas armados, apoiados pelo exterior para deflagrar a crise, que já dura quase seis anos, promoveram, sob a orientação de seus agenciadores e patrocinadores, uma explosão de um carro-bomba nas proximidades da ponte Azrouna, localizada na rodovia internacional da província de Tartous. Logo em seguida, um terrorista suicida acionou um cinto com explosivos em meio aos cidadãos que correram para ajudar as autoridades competentes a socorrer as vítimas do primeiro atentado. O saldo destes dois atentados foi de 30 vítimas fatais e 43 feridos, com graus variados de gravidade.
            Outro terrorista explodiu um carro-bomba, conduzido por ele, na entrada do Portal de Palmira, em Homs, tendo como consequência a morte de quatro cidadãos e o ferimento de outros dez, com graus variados de gravidade, além de produzir grandes danos materiais no patrimônio público e privado e na infraestrutura.
            Dois outros terroristas suicidaram-se, ao acionar cintos com explosivos, na estrada que leva a Saboura-Albajaa, localizado na zona rural de Damasco. A explosão resultou na morte de um cidadão e feriu outros três.
            Na cidade de Hasaka, um terrorista suicida explodiu uma moto-bomba na rotatória de Marsho, no centro da cidade, tendo como consequência a morte de cinco cidadãos e o ferimento de vários outros, além de danos materiais no local.
            Estes ataques terroristas ocorrem na sequência de um terrorismo sistemático, perpetrado pelos grupos terroristas armados, a exemplo da Frente Al Nusra, que trocou de pele recentemente para se autodenominar Frente Fath da Síria, Exército do Islã, Livres da Síria, Exército Fath, Brigada Nour Eddin El Zenki e outras denominações que são chamadas, por parte de alguns membros permanentes do Conselho de Segurança como ‘grupos armados moderados’, fugindo ao espírito da Carta das Nações Unidas, seus princípios e suas normas. Em contrapartida, milhares de terroristas foram mandados por estes países para enfraquecer a Síria e acabar com as conquistas do povo sírio.
Os sírios continuam agarrados à sua terra e à sua pátria, apesar de todos os crimes e massacres perpetrados contra eles, sob a orientação de países e regimes conhecidos de todos, tais como a Arábia Saudita, o Qatar, a Turquia, a Grã Bretanha, a França e os Estados Unidos da América. Estes países declaram, de forma flagrante, o seu apoio a estes criminosos e assassinos terroristas e insistem, infelizmente, em apoiar, financiar e patrocinar o que eles chamam, por vezes, de ‘grupos terroristas moderados’ ou ‘grupos oposicionistas moderados’. Estes países, patrocinadores do que eles chamam de ‘moderados’, continuam a encontrar pretextos desumanos, imorais e ilegais para dar continuidade a perpetração de mais e mais crimes. O que chama a atenção dos povos do mundo é o silêncio do Conselho de Segurança, na maior parte do tempo, ao não condenar tais atos terroristas e não punir quem está por trás deles.
            O Governo da República Árabe da Síria afirma que estes crimes e massacres não o impedirão de dar continuidade em cumprir com os seus deveres legais e éticos no que tange ao combate ao terrorismo e de encontrar uma solução política para crise na Síria, através do diálogo sírio – sírio e sob uma liderança síria, que leve ao fim do terrorismo, a reconstrução do que foi destruído pelos terroristas e seus parceiros, financiadores e apoiadores e ao restabelecimento da segurança e da estabilidade do povo sírio.
Afirma, outrossim, que o terrorismo na Síria, patrocinado por alguns, representa um perigo para o mundo como um todo e que os seus patrocinadores, financiadores e apoiadores devem cessar, imediatamente, com este apoio. Afirma, ainda, que as sanções econômicas unilaterais impostas à Síria representam um apoio direto aos terroristas, sejam quais forem os pretextos e as motivações, porque matam os civis sírios, especialmente as mulheres e as crianças.
            O Governo da República Árabe da Síria exige do Conselho de Segurança a imediata e veemente condenação dos crimes terroristas e massacres sangrentos, perpetrados pelos grupos terroristas armados, que assuma a sua responsabilidade em manter a paz e a segurança internacionais e que tome uma rápida iniciativa para adotar medidas dissuasivas e punitivas contra os países e regimes apoiadores e financiadores do terrorismo, especialmente contra a Arábia Saudita, a Turquia, o Qatar e a França, proibindo-os de continuar e persistir em sua ingerência na segurança e na paz internacionais e comprometendo-os a cumprir, integralmente, o previsto nas resoluções da Conselho de Segurança relativas ao tema, Nos. 2170(2014), 2178(2014), 2199(2015) e 2253(2015).
Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar

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