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sábado, 2 março, 2024

Síria homenageia caídos em combate no Dia dos Mártires

Damasco, (Prensa Latina) A Síria comemorou nesta quarta-feira (06) o Dia dos Mártires, instituído para recordar que em um dia como este no ano de 1915 os ocupantes otomanos executaram 21 lutadores pela independência, fuzilados em praças públicas de Damasco e Beirute.

Apesar das restrições pela pandemia de Covid 19, as instituições públicas, organizações sociais e as Forças Armadas, realizaram um tributo solene a esses mártires que se converteram em guia para a luta, o que permitiu nos anos depois tornar-se sobreanos e independente do Império Otomano e do colonialismo francês.

A repressão de então se estendeu até 21 de agosto de 1915, quando os ocupantes fuzilaram outros ativistas em localidades como Balbek, Hama e Jenín, tanto em territórios da atual Síria como em áreas do Líbano. Naquela época, o Império Otomano, ainda no meio da crise que expressava sua decadência, mantinha seu domínio no norte do Mahgreb africano, partes do Egito, as cidades da Meca e Medina na Arábia Saudita, e as de Jerusalem e Damasco, bem como boa parte do Iraque, România, Bulgária e Grécia.

Este aniversário decorre em uma Síria que enfrenta uma guerra terrorista imposta a partir dos centros de poder ocidentais e outros da região, que depois de quase 10 anos deixou mortes e a mutilação de quase meio milhões de pessoas, além de perdas econômicas superiores aos 400 bilhões de dólares.

A Praça Marjeh, no centro de Damasco, convertida em Praça dos Mártires, é hoje o símbolo de reconhecimento, tributo e homenagem àqueles que iniciaram a luta pela independência e a soberania desta nação do Levante.

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