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Postado em 07/08/2020 8:57

Sem fábricas de fertilizantes no Brasil, cartéis mundiais estão radiantes

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Agronegócio já antecipa importações

O Brasil, celeiro do mundo, entre os maiores, quando não o maior produtor, dentre outros produtos de soja, cana de açúcar, etanol, açúcar, café, algodão, milho, carnes (boi, frango, suínos, etc) torna-se, cada vez mais, dependente de um agronegócio, também cada vez mais cativo de importações de fertilizantes (complexo NPK: nitrogênio, fósforo e potássio). Isto é o resultado da expulsão do Grupo PETROBRÁS desta área. Primeiro foi a extinção da PETROFÉRTIL (PETROMISA, FOSFÉRTIL, etc) e agora, com a hibernação, o fechamento, o arrendamento e o abandono da planta de nitrogenados quase pronta (FAFEN-SE, FAFEN-BA, ANSA e UFN-3). Os cartéis mundiais de fertilizantes estão radiantes!

Ricardo Maranhão, diretor Jurídico da AEPET.

Por que abrir mão do maior mercado do mundo para fertilizantes agrícolas?

Não se sabe o que levou a Petrobrás fechar suas fábricas de fertilizantes, demitir seu pessoal e abdicar do maior mercado do global agricultura mundial. Alegar prejuízos, sem saber as causas, não se justifica, já que, com a desistência da Petrobrás, o Brasil se vê obrigado a importar esses produtos.

Segundo o site Petronotícias, para a próxima safra, está ocorrendo um fenômeno que poucas vezes ocorreu por aqui: o alto nível de capitalização dos produtores de soja no Brasil, impulsionado pelo câmbio, já movimenta o mercado de fertilizantes, para a safra 2021/22, que será plantada no fim do ano que vem, no centro-oeste brasileiro, celeiro do mundo. É um mercado comprador. Este tipo de estratégia ocorreu “raríssimas” vezes no Brasil, quando o agricultor encontra oportunidade para fazer um hedge cambial de prazo mais extenso. O primeiro semestre de 2020 terminou com resultados muito positivos aos produtores brasileiros de soja.

Considerando o comportamento de preço no período em quatro principais praças de negociação do país, os valores em reais ficaram de 27% a 29% superiores em relação ao mesmo período do ano anterior, momento em que os resultados já haviam sido representativos. A maior diferença no semestre foi registrada em Rondonópolis (MT), com média de 87,23 reais por saca de 60 kg ante 67,68 reais no mesmo intervalo de 2019, um avanço de 29%. Atualmente, sobretudo na agricultura mais profissional, 50% das compras de insumos são feitas pelo produtor com recurso próprio. Antes eram 30% com recurso próprio, 30% financiamento e 30% por troca de insumos por grão.

Com informações do site Petronotícias

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