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sábado, 22 junho, 2024

Secretário-geral da ONU admite que “não tem poder”

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres.

HispanTV – Antes da Assembleia Geral, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, garantiu que “não tem poder”.

Quando questionado numa entrevista à CNN sobre o poder executivo que detém no conclave da Assembleia Geral das Nações Unidas, Guterres disse categoricamente: “Nenhum poder”.

“O secretário das Nações Unidas não tem poder e não há dinheiro”, observou o líder português.

Além disso, afirmou que a ONU só tem uma voz. “Essa voz pode ser forte e tenho a obrigação de a tornar forte”, sublinhou.

Começou esta semana o debate geral da 78.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas (AGNU), onde líderes de vários países do mundo têm a oportunidade de transmitir os seus planos, preocupações e apelos à acção sobre questões globais.

Guterres destacou o poder dos Estados-membros, no entanto, reconheceu que o exercício deste poder está bloqueado devido à divisão entre as superpotências desde a Segunda Guerra Mundial.

O apelo de António Guterres engloba a necessidade de fazer uma mudança estrutural na ONU para reconfigurar as prioridades da entidade mundial, afirma um especialista.

Este ano, espera-se que cerca de 150 líderes dos 193 membros da ONU participem na Assembleia Geral. É um momento importante porque serão abordadas questões de paz e segurança internacionais que não são abordadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, além da aprovação do orçamento anual da organização.

A ONU, uma organização ainda com poder?

As Nações Unidas celebram a 78ª sessão da AGNU com as mesmas questões de todos os anos como pano de fundo. Qual é a utilidade atual das Nações Unidas? É uma organização obsoleta que não tem poder? Por que, apesar de todas as suas tentativas, você não está obtendo resultados?

A ONU foi criada após a Segunda Guerra Mundial, em junho de 1945, para manter a paz entre as nações, porém, em muitas ocasiões falhou nessa missão.

E o seu Conselho de Segurança, órgão executivo da organização, manteve-se silencioso em muitos outros casos face a conflitos internacionais que, em princípio, devia evitar ou resolver. O melhor exemplo da ineficácia da ONU foi a autorização da agressão contra o Iraque e a Líbia.

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