Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Por João Guilherme Vargas Netto
Quando as disposições sindicais e o governo se propõem de acordo para aprovar no Congresso Nacional a redução constitucional da jornada de trabalho sem redução de salário e a abolição da escala 6 x 1, todos os grandes veículos de comunicação, principalmente os jornais, desencadeiam uma onda de argumentos antepondo-se à ideia.
Menos pela argumentação e mais pelo egoísmo social revelado, os números e as planilhas abundantes.
É bom que saibam que, como ocorreram na luta pelas férias remuneradas e pelo 13º salário, ficarão como ficaram os jornais da época marcados pelo reacionarismo.
Que a redução da jornada sem a redução de salário é possível, basta verificar as horas efetivamente trabalhadas atualmente que em nenhuma redução ultrapassam as 40 horas semanais, meta das centrais sindicais.
A grande contribuição que a luta sindical daria neste convencimento dos deputados e senadores, seria nas negociações coletivas engajadas garantir já, como resultado, reduções de jornadas ou confirmar, nessas categorias que já foram reduzidas, a divulgação de tais fatos.
A redução constitucional da jornada sem redução de salário e a abolição da escala 6 x 1 são avanços sociais em que o governo e os trabalhadores são os agentes de modernização, de produtividade e de justiça.