Em uma análise publicada em sua conta no LinkedIn, o ex-líder equatoriano afirmou que Trump e sua equipe sabiam que não seriam capazes de subjugar Caracas com o bloqueio e que isso estava começando a lhes custar caro.
“Além do custo operacional de manutenção de uma frota na costa venezuelana, as companhias petrolíferas transnacionais americanas — entre seus principais financiadores — estavam perdendo negócios muito lucrativos no país sul-americano”, comentou Correa.
Na opinião dele, o chefe da Casa Branca “tinha que fazer alguma coisa para salvar as aparências” e foi por isso que decidiu sequestrar (Nicolás) Maduro como uma “solução final”.
“Ninguém com um mínimo de inteligência pode acreditar na história de um “narcopolítico” e outras bobagens do gênero”, enfatizou o líder e fundador do movimento Revolução Cidadã.
Ele acrescentou que, após o ataque dos EUA em território venezuelano nas primeiras horas de 3 de janeiro, “não houve mudança de regime nem nada do gênero naquela nação bolivariana”.
“Pelo contrário, o governo Trump demonstrou abertamente seu total desprezo pela oposição venezuelana. No entanto, eles estão vendendo a ideia de que subjugaram o governo e que, na verdade, estão suspendendo o bloqueio”, destacou.
Correa afirmou que o que eles realmente buscam são negócios para suas empresas petrolíferas transnacionais, embora a Venezuela sempre tenha procurado investimento estrangeiro, mas foi o próprio bloqueio dos EUA que o impediu.
O ex-presidente também acreditava que Washington estava tentando baixar os preços do petróleo antes das eleições de meio de mandato e, além disso, “demonstrar seu poder ao mundo e deixar claro que podem fazer o que quiserem”.
Ao justificar a agressão contra a Venezuela e o sequestro de Maduro, Trump afirmou: “Agora vamos governar o país até que possamos realizar uma transição segura, adequada e prudente.”
“Vamos ter presença na Venezuela no setor petrolífero, vamos extrair muita riqueza”, afirmou ele naquele discurso após o ataque à nação sul-americana que causou mais de cem mortes, incluindo 32 cubanos.