A conferência aos empresários do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas(Republicanos-SP), nessa quarta-feira, deixou claro qual é o programa da direita brasileira que tenta emplacá-lo como candidato bolsonarista, já que o ex-presidente Bolsonaro, que seria o ideal para ela, estará na cadeia; sua condenação por 27 anos e 3 meses de prisão por atentar contra o Estado Democrático de Direito, algo inédito na história republicana brasileira, deixa os adversários do presidente Lula na completa orfandade, tentando golpeá-lo no Congresso para impedir suas pautas progressistas; a direita não mais alguém que mobiliza as massas, e esse alguém – que é Bolsonaro – dançou, perdendo, a cada dia, a confiança popular; afinal, tentou golpe contra a democracia, razão da estabilidade institucional; pega mal, inclusive, para Tarcísio tentar visitar Bolsonaro na cadeia; afinal, busca apoio daquele que não acredita no processo democrático e, por isso, está preso, junto com os generais e almirante golpistas que o apoiaram; mas o mais preocupante é que a direita levanta a bandeira do golpe, que derrubou, em 2018, a ex-presidente Dilma Rousseff, por meio de impeachment sem crime de responsabilidade para caracterizá-lo; escândalo inconstitucional histórico; a direita entra em total contradição: tenta disputar eleição com programa que atentou contra a democracia e levou o ex-presidente fascista a tentar golpear Lula, vencedor em 2022; qual a bandeira de Tarcísio, defendida, agora, sem qualquer convicção? O programa “Ponte para o futuro”, que revela retrocesso ao passado.
ATAQUE AOS TRABALHADORES
Articulado pelo ex-presidente golpista, Michel Temer, vice de Dilma, com apoio de Washington, A “Ponte para o futuro”, essencialmente, é o ataque do capital às conquistas sociais inscritas na Constituição de 1988; a precarização completa do trabalho, atualmente, vigente na economia nacional, decorre da destruição dos direitos trabalhistas, implementada por Bolsonaro, que generalizou a chamada pejotização; os fascistas, primeiro, com Temer, segundo, com Bolsonaro, tentaram fazer mágica de transformar trabalhador em empresário, acabando com seus direitos sociais, conquistados com o nacionalismo econômico da Revolução de 1930; na sequência, os fascistas articularam a destruição completa do Estado como fator do desenvolvimento nacional, tese que não tem vingado, historicamente, em nenhum país do mundo; tem sido evidente, mundialmente, que, sem os investimentos públicos em infraestrutura, financiados pelo Estado, o setor privado não é capaz de substitui-lo, sustentavelmente; os empresários somente investem se estão disponíveis investimentos em infraestrutura realizados pelo Estado – portos, ferrovias, rodovias, energia, petróleo, gás, visto que eles garantem a taxa de lucro privada, ao melhorar distribuição de renda na economia; por essa razão, verifica-se, hoje, reversão de privatizações em países desenvolvidos; os governos, diante da queda da taxa de lucro privada, decorrente da desigualdade social, gerada pelo capitalismo, como fator imanente a sua natureza, são obrigados a garantir aos empresários subsídios, isenções fiscais, perdão de dívidas etc, que, por sua vez, elevam dívida pública e inflação, barrando desenvolvimento sustentável; tal estratégia só favorece o mercado financeiro especulativo e espantam investimentos.
BASE ECONÔMICA FASCISTA
Essa é a estratégia desastrada intrínseca ao projeto fascista “Ponte para o futuro”, que, na prática, está em franco retrocesso, como mostra a realidade mundial; especialmente nos países europeus, Inglaterra, França, Holanda e, mesmo, Estados Unidos, estão reestatizando empresas que foram privatizadas, principalmente, nos setores de energia, petróleo, gás, transportes públicos etc; os setores privados, diante da necessidade de realizar grandes investimentos nos projetos de base econômica, que dão baixo retorno e requerem crescentes subsídios estatais para se sustentarem, estão sendo retomados pelos governos, como exigência da sociedade, diante dos serviços insuficientes oferecidos pelas empresas privadas; estas não investem o suficiente para atender, competentemente, o consumidor, mas cobram tarifas elevadas, forçando processo inflacionário.
Na verdade, a privatização neoliberal que se espalhou pelo ocidente, com a desregulamentação econômica, a partir dos anos 1990, perdeu gás depois do crash financeiro global de 2008; capital privado, subsidiado pelo Estado, para tocar projetos de base – infraestrutura etc – ficou para trás em relação à China; os chineses, que, diante do crash de 2008, fugiram do tripé neoliberal(câmbio flutuante, metas inflacionárias e superávits primários), e abraçaram, de vez, novo modelo monetário descolado de políticas fiscais restritivas, ganharam a dianteira econômica internacional; tendem a tomar anos luz na frente dos Estados Unidos, prisioneiro do neoliberalismo de Bretton Woods, aplicado às colônias americanas sob imperialismo neoliberal, em debacle completa, na atualidade.
Nesse momento, a direita fascista, vendilhã da pátria, na periferia capitalista latino-americana, como mostra o discurso “Ponte para o futuro”, alardeado por Tarcísio de Freitas, tem um único objetivo: liquidar os ativos estatais, na bacia das almas, para garantir lucratividade aos privatistas do primeiro mundo, que perderam a corrida para a China; por exemplo, nesse momento, o porta-voz da direita que deseja desestatização completa da periferia – a Rede Globo – quer entregar os Correios aos capitalistas tupiniquins e aos seus associados; trata-se da bandeira principal da direita que perdeu eleição em 2022 para Lula e, na sequência, tentou destruir a democracia; por isso, hoje, seus líderes, Bolsonaro e Cia Ltda, estão a caminho da Papuda. É com essa bandeira golpista que tentam voltar ao poder, porque, simplesmente, não tem programa alternativo algum, salvo golpear o processo democrático.
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