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sábado, 16 maio 2026

Por que a Palestina continua sendo a questão

Ilustração: Yara Youssef/Al Jazeera

Por Jair de Souza

Nesta hora trágica, em que a devastação e a morte estão sendo produzidas em larga escala na Palestina, no Irã e no Líbano, o mundo precisa relembrar os 78 anos do início de uma das mais horrendas atrocidades já praticadas por seres humanos contra outros seres humanos.

Com tal propósito, resolvi trazer de volta à cena o importante trabalho realizado há mais de 25 anos pelo saudoso cineasta e humanista australiano-britânico John Pilger, A Palestina continua sendo a questão (Palestine is still the issue). Em menos de uma hora de projeção, podemos captar as bases do sofrimento imposto ao povo palestino sob a colonização pelos sionistas europeus que venceram o Estado de Israel.

Porém, como diz um velho ditado popular brasileiro, não há nada tão ruim que não possa ser piorado. Assim, as horripilantes imagens exibidas no filme de John Pilger parecem ser até mesmo muito suaves em contraposição com o que estamos vendo neste momento. É que, em comparação com a medonha tristeza imperante agora, a Palestina de 25 anos atrás poderia ser considerada um paraíso.

O documentário também ajuda a esclarecer como o sionismo (uma ideologia política de base racista, hegemonista, surgida na Europa, criada por europeus que não tinham absolutamente nenhuma vinculação étnica com os povos que vinham habitando a Palestina há milênios) faz uso de todos os preconceitos e artimanhas que sempre se caracterizaram como ideologias mais racistas conhecidas.

No entanto, o filme também nos mostra que o sionismo e o judaísmo não têm nada de equivalência. Tanto é assim que os judeus humanistas estão na linha de frente no combate a essa ideologia exclusivamente externa aos interesses do grande capital. Como podemos constatar, até mesmo dentro do Estado de Israel, os judeus que se mantêm garantidos às tradições humanistas do judaísmo não aceitam ser cúmplices do crime monstruoso contra a humanidade que está sendo cometido em usurpação de seus nomes.

Portanto, tendo sempre em conta que a tragédia atual é muito mais catastrófica, é muito importante ver, divulgar e debater a mensagem humanista que o documentário busca transmitir. Para viabilizar um acesso mais amplo ao mesmo, sua versão traduzida e legendada está disponível em: https://www.dailymotion.com/video/xa9puve

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