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Bolívia

Postado em 12/12/2019 8:08

Perseguição e espancamento contra membros do MAS na Bolívia

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La Paz, (Prensa Latina) Perseguições e intimidações do governo golpista na Bolívia a líderes do Movimento Ao Socialismo (MAS) e da administração do ex-presidente Evo Morales continuam hoje gerando denúncias pelas arbitrariedades e violações a direitos humanos.

Espancamentos em plena via pública se somaram às ações contra os apoiadores de Morales, como o que sofreu ontem o ex-secretário da Gobernação de Beni, Mauro Hurtado, por parte de Ernesto Suárez, membro do regime fascista.

O vídeo onde se observa dois indivíduos, um deles vestindo uma camiseta com a imagem da bandeira dos Estados Unidos, chutam e gritam com Hurtado, foi publicado no Twiter pela ex-ministra de Comunicação, Amanda Dávila, quem também enfrenta acusações do governo da autoproclamada presidenta Jeanine Áñez, por um suposto prejuízo econômico ao Estado.

Dávila recordou com dor que a Assembléia Permanente de Direitos Humanos da Bolívia referendou a violência, o golpe contra Evo e se calou perante 34 mortos, feridos e presos.

Assim mesmo, o ex-cônsul da Bolívia na Argentina Ademar Valda, denunciou na terça-feira a violação de seus direitos humanos ao ser preso de forma arbitrária no aeroporto ‘Jorge Wilstermann’, de Cochabamba, por suposto uso ilegal do passaporte diplomático.

‘Estou sendo preso ilegalmente no aeroporto Jorge Wilterman, não me explicam as razões, há mais de 50 minutos que não me permitem abordar meu voo a Buenos Aires’,  escreveu Valda em sua conta do Twitter quando era transladado às instalações da Força Especial de Luta contra o Crime nessa cidade.

O ex-diplomata anunciou a existência de um alerta migratório por essa suposta violação e o impedimento de apresentar seus documentos como cônsul, ‘mas acontece que eu comprei minha passagem com minha Carteira de Identidade como todo cidadão, o governo golpista só pretende nos intimidar’, enfatizou.

Valda, quem foi deputado pelo MAS, foi designado no cargo pelo então presidente Evo Morales, em agosto passado e destituído em 23 de novembro por Áñez.

O ex-gerente interventor da Empresa Pública Social de Água e Saneamento, Humberto Claure, e o ex-vice-ministro de Coordenação com os Movimentos Sociais, Alfredo Rada, também estão na mira do regime golpista da Bolívia.

Para descobrir o paradeiro de Rada, foi emitido um pedido à Interpol (Polícia Internacional) ou a ativação da notificação azul devido, supostamente, três mortes de civis opositores em 2007 quando era titular de Governo, durante um protesto contra a assembléia constituinte na cidade de Sucre (Chuquisaca) sob assédio de grupos violentos.

A Câmara de Deputados, com ampla maioria do MAS, aprovou semana passada um projeto de lei de garantias democráticas para impedir a prisão e violência de ex-funcionários e líderes sociais, mas a dirigente Áñez já confirmou que está decidida a vetá-lo.

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