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sábado, 20 julho, 2024

Os EUA enviam veículos blindados para o Haiti e gangues ensaiam sua destruição

Porto Príncipe, 15 de junho (Porto Príncipe) As gangues do Haiti buscam novas estratégias urbanas, como armadilhas para neutralizar os veículos blindados da polícia nacional, que recebeu parte desse tipo de veículos do Estados Unidos.

O plano dos criminosos deu frutos na semana passada, quando uma equipe desse tipo caiu em uma brecha, não conseguiu avançar mais e uma saraivada de balas de armas automáticas acabou com a vida de três agentes do comando anti-gangues e de um quarto sofreu feridas.

Diante da intenção da Polícia Nacional Haitiana de exterminar a coalizão de gangues que controlam 80% de Porto Príncipe, os criminosos retornaram aos seus redutos, mas não ficam de braços cruzados.

Observadores – segundo o jornal digital Haiti Libre – relatam que grupos armados cavam valas nas estradas, cobrem-nas com tábuas e depois colocam pedras no pavimento, e este procedimento está a multiplicar-se.

Esta tática de destruição de veículos blindados ao nível de armadilhas rústicas é para alguns uma espécie de teste, já que a força internacional que tentará aniquilar as gangues utilizará este tipo de meios de combate.

Para as tropas de ocupação, como as consideram os bandidos, seria muito perigoso patrulhar um país desconhecido com infantaria urbana.

Quando os bandidos neutralizam um veículo fortificado, eles se apropriam de armas, munições e equipamentos de comunicação e, em seguida, para divulgar seus delitos aos adversários locais e estrangeiros, postam nas redes sociais vídeos dos veículos blindados envoltos em chamas com uma densa coluna de fumaça preta.

A Polícia Nacional do Haiti receberá 35 veículos blindados prometidos pelos Estados Unidos, que ajudarão no combate à coalizão de gangues.

O primeiro grupo desses dispositivos de infantaria conhecido como MaxxPro chegou ao Haiti. Fontes militares indicam que o International MaxxPro é um veículo blindado de transporte de pessoal, que estará protegido contra minas e emboscadas.

A fabricação começou em 2007 e é amplamente utilizada pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos.

Washington – recordam alguns meios de comunicação social – é aqui considerada a culpada do caos económico, político e social que vive o país caribenho, no qual interveio militarmente em 1915 e supostamente o abandonou em 1934.

A maior parte das armas e munições utilizadas pelos bandidos que atormentam a população vem dos Estados Unidos.

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