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sábado, 24 fevereiro, 2024

Oposição pretende instaurar Estado paralelo para avançar em plano golpista na Venezuela

@unidadvenezuela
Caracas,  AVN.- A criação de um Estado paralelo para uma suposta transição na Venezuela, mediante um processo que desconhece os Poderes Públicos, marca a nova fase do plano golpista que agentes da oposição na Venezuela executam desde abril.
Em atividade realizada no Teatro Chacao, integrantes da chamada Mesa da Unidade (MUD) disseram nesta segunda-feira que pretendem parar o desenvolvimento da Assembleia Nacional Constituinte (ANC) com ações destinadas a desconhecer o presidente constitucional da República Bolivariana da Venezuela, Nicolás Maduro Moros, assim como a criação de um novo Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), Ministério Público e Conselho Nacional Eleitoral (CNE), embora seus diretores não tenham concluído a gestão.
Julio Borges, eleito presidente da Assembleia Nacional (AN) em meio ao desacato do Poder Legislativo, anunciou que neste 16 de julho, a MUD vai realizar uma consulta sem autorização do CNE sobre a convocação da Constituinte.
A consulta —que visa desconhecer a faculdade do chefe de Estado venezuelano, Nicolás Maduro, para convocar o Poder Originário, sem necessidade de referendo— pretende também validar no cenário internacional os planos de remover os Poderes Públicos, com a desculpa de que estão “à margem da Constituição”.
Borges afirmou que neste dia será iniciada a denominada “Hora 0”, que se traduz na “ativação de uma fase superior de luta” nas ruas, como chama a agenda de ações que deixou dezenas de falecidos, mais de 1.400 feridos, e inumeráveis perdas materiais.
María Corina Machado, dirigente de Vente Venezuela, disse que a consulta, não prevista nas leis venezuelanas, será realizada em 1.600 pontos do país.
“Essa é a Hora 0”, que a partir de 16 de julho “adquire outro nível, adquire outra força”, afirmou.
Direita parlamentar insiste em procedimento nulo
Mais cedo, deputados da MUD na Assembleia Nacional (AN) —cujas ações não têm efeito porque não cumpriram decisões judiciais— ratificaram Rafael González como vice-fiscal da República, apesar de que a Sala Constitucional do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) determinou que este procedimento é nulo.
O Parlamento atendeu a designação, impugnada por advogados perante o Poder Judiciário, a pedido da fiscal geral, Luisa Ortega Díaz, que nesta segunda-feira divulgou uma mensagem em que apoia o discurso da oposição, que apelando à Constituição, insiste em desconhecer o ordenamento jurídico venezuelano.

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