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Postado em 19/06/2020 11:07

Operação Anjo Caído

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Por Alberto Peixoto*
Conforme as crenças cristãs, Anjos da Guarda são seres divinos enviados por Deus, quando nascemos, para nos proteger durante todo tempo que passarmos encarnados.
Segundo as últimas notícias veiculadas pela mídia, o advogado da “famiglia Bolsonaro”, Frederick Wassef, foi enviado – com certeza não foi por nenhuma divindade – para proteger o clã dos Bolsonaros – escondeu Fabricio Queiroz em uma de suas propriedades no município de Atibaia no Estado de São Paulo.
Na verdade o Anjo da Guarda estava sendo o Fabrício Queiroz que, não se sabe se forçado ou por conveniência, ficou calado por quase dois anos protegendo os Bolsonaros com a ajuda de Frederick Wassef, – apelidado por seus familiares de Anjo – advogado pessoal de Jair Bolsonaro, portanto leva a se deduzir que Bolsonaro está envolvido até o pescoço.
Prender o Queiroz foi uma medida necessária a partir do momento que ele foi transformado em um “arquivo muito importante”. Espera-se que também não seja transformado em arquivo morto, como já ocorreu com os milicianos envolvidos no assassinato da vereadora Marielle Franco.
É muito sintomático Queiroz estar embiocado em uma casa de propriedade de uma das partes envolvidas na investigação, neste caso o clã do Presidente da República. Esta atitude evidencia a tentativa de controlar e não deixar que o Queiroz faça algum movimento indesejável, que delate os envolvidos nos crimes das rachadinhas, entre outros. Na pior das hipóteses, obstrução de justiça.
“Os telefones celulares apreendidos com Queiroz poderão trazer revelações ainda mais comprometedoras para a organização criminosa investigada pelo MP/RJ. A continuidade de Bolsonaro na presidência do Brasil ficou ainda mais insustentável”, avalia Jeferson Miola do Brasil247.
Enquanto isso o País segue em plena pandemia, sem Ministro da Saúde, sem um projeto para recuperar a economia e sem Ministro da Educação se é que existia um.
Este é o saldo do voto mal dado nas últimas eleições e pela covardia dos omissos.

*Alberto Peixoto, Escritor

 

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