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terça-feira, 11 junho, 2024

Obra do muralista Diego Rivera exposta no Banco Nacional do México

Cidade do México (Prensa Latina) A pintura “A Matriarca Maia”, do renomado muralista mexicano Diego Rivera, é exibida hoje como primeira no Banco Nacional do México em homenagem aos 140 anos da instituição.

A pintura faz parte da exposição See Us Again. Reunião de duas coleções, com as quais a bancária comemora a data.

A entidade Citibanamex mostra um esboço que estava pendurado em uma sala do Fórum Valparaíso sem saber que era do pintor como presente ao poeta Carlos Gutiérrez Cruz, que era seu amigo.

Gutiérrez Cruz e Rivera escreveram mensagens um para o outro no verso da pintura, deixando essa marca inscrita, mas sem assinatura ou data visível.

A obra inédita é uma tinta Guache, composta por pigmento natural, água, um aglutinante, geralmente goma arábica ou dextrina, projetada para ser usada com métodos de pintura opaca perfeitos para artistas comerciais em pôsteres, ilustrações e outros trabalhos de design.

A referida mensagem de Rivera no verso do guache e tinta chinesa sobre a pele expressa: “Para vocês ofereço esta ideia ou obra inspirada na alma maia do matriarcado”.

Outra estrofe refere-se à posição rica do homem a quem o pintor deu a pintura.

«É um esboço para um magnata burguês que quer um mural dentro da sua nova mansão. Carlos, escreva-me um verso que o machuque, mesmo que sua vaidade não entenda. Seu camarada, Diego Rivera. A respeito da exposição, o diretor de Patrimônio Cultural do grupo financeiro, Alberto Sarmiento, explicou que ela reúne duas coleções, a do Citibanamex e a do Grupo de Inversiones Suramericana. Ambas as empresas fizeram parte do acervo do Banco Nacional do México até 1982, quando o patrimônio artístico foi dividido devido à nacionalização do banco.

A diretora do Patrimônio Artístico do Citibanamex e co-curadora da exposição, Caty Cárdenas, indicou que representa um desafio de pesquisa descobrir se este mural de Rivera foi pintado na parede de uma mansão em Yucatán.

Como não está assinado, todos duvidaram. Eu disse que era um Rivera, mas ninguém acreditou, então viramos a magnífica aquarela e corroboramos a autoria, disse Cárdenas.

Na verdade, foi pintado e assinado por Diego Rivera, por isso está agora no centro desta sala dialogando com os dois grandes: David Alfaro Siqueiros e José Clemente Orozco, bem como com Frida Kahlo, Remedios Varo, María Izquierdo e Leonora Carrington porque defendem o mesmo trabalho, disse o especialista.

A instituição apresenta outra exposição denominada «Compromisso com o México. Duas décadas de aquisições”, com 20 obras do acervo do Banco Nacional do México.

Alguns deles foram repatriados após a sua compra através de casas de leilões internacionais; outros adquiridos no país para enriquecer o acervo com assinaturas e obras excepcionais.

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