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Postado em 23/09/2017 3:49

O mundo pede na ONU fim do bloqueio a Cuba

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 Nações Unidas, (Prensa Latina) Líderes de América Latina, o Caribe, África e o Pacífico reclamaram o fim do bloqueio estadunidense contra Cuba na Assembleia Geral da ONU, foro que hoje celebra o terceiro dia do seu debate de alto nível.
Ao igual que em anos anteriores, o segmento dos chefes de Estado e de Governo do principal órgão deliberativo das Nações Unidas acolhe vozes de diversos continentes que demandam a Washington o levantamento de um cerco económico, comercial e financeiro vigente por mais meio século.
Ontem, o presidente de Equador, Lenín Moreno, criticou o bloqueio norte-americano e fez questão da necessidade de que no planeta se respeitem a soberania e a não ingerência.
‘Se continuamos com as guerras e os bloqueios a Estados e povos, como o bloqueio ao irmão povo de Cuba, jamais poderemos atingir uma verdadeira liberdade e democracia’, advertiu.
Desde África, os líderes de África do Sul, Jacob Zuma, e Namibia, Hage Geingob, alçaram aqui sua voz para defender o fim as sanções unilaterais contra a ilha, consideradas o principal obstáculo para o seu desenvolvimento.
Zuma manifestou decepção pela decisão do presidente estadunidense, Donald Trump, de reverter as medidas dirigidas a reduzir o alcance do bloqueio.
No seu turno no podio, o presidente de Guiana, David Arthur Granger, qualificou de injusto o cerco, porque frustra o direito ao desenvolvimento.
Também o mandatário de Nauru, Baron Divavesi Waqa, chamou aos Estados Unidos a levantar as sanções aplicadas e recrudecidas pelas últimas 11 administrações na Casa Branca.
Na terça-feira, dia inaugural do debate da Assembleia Geral da ONU no seu 72 Período de Sessões, os presidentes de Bolívia, Evo Morales, e Costa Rica, Luis Guillermo Solís, tinham reclamado o cesse do bloqueio.
Morales sublinhou que o cerco económico, comercial e financeiro contra Cuba representa uma política injusta e fracassada, e instou a Washington a consertar o dano causado com suas medidas unilaterais para ese povo.
Pela sua vez, Solís denunciou o alto custo humano, económico e social do bloqueio para os habitantes de Cuba.

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