Segundo uma reportagem da Rádio Caracol, citando fontes da Presidência da Colômbia, a reunião foi suspensa pela Venezuela por supostos motivos de segurança, e teria sido uma decisão emitida diretamente pelo Palácio de Miraflores.
O meio de comunicação observou que em Tienditas, cidade fronteiriça no departamento de Norte de Santander onde a conversa iria ocorrer, já havia um destacamento militar e um forte perímetro de segurança em vigor.
Este teria sido o primeiro encontro entre Petro e Delcy depois que os Estados Unidos sequestraram o governante constitucional da Venezuela, Nicolás Maduro, e sua esposa, a congressista Cilia Flores.
O presidente interino informou que haverá uma reunião binacional em nível de chefes de Estado no dia 18 de fevereiro.
O objetivo desta reunião seria “continuar a progredir em questões-chave da agenda económica, energética e de segurança, no âmbito do reforço da cooperação e das relações de respeito e trabalho conjunto entre os dois países”, conforme indicado na sua conta do Telegram.
Além disso, na última quarta-feira, fontes do Ministério de Minas e Energia da Colômbia informaram que os dois países retomarão a cooperação energética, e a primeira ação será a substituição de cinco quilômetros de gasoduto no lado colombiano do gasoduto Antonio Ricaurte.
A obra de substituição será realizada pela empresa Petróleos de Venezuela, SA (PDVSA), filial colombiana, e foi relatado que o material para as obras já se encontra no lado fronteiriço de Paraguachón.
O ministro colombiano Edwin Palma declarou que seu governo tem a vontade política de restabelecer a cooperação energética com o país vizinho e de promover soluções que fortaleçam o abastecimento de gás do país.
“Estamos trabalhando de forma coordenada com o setor ambiental e as autoridades técnicas para reativar a licença e permitir a substituição do trecho do gasoduto que nos permitirá trazer o gás da Venezuela”, revelou.