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Internacional

Postado em 25/06/2022 10:35

NYT: EUA e Europa não esperavam sofrer consequências tão desastrosas por sanções à Rússia

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© AP Photo / Manuel Balce Ceneta

Sputnik – Os EUA e os países europeus não contavam com a pressão econômica que as sanções impostas à Rússia estão provocando nas suas próprias economias.
De acordo com o jornal New York Times, a suspensão ou redução gradual das importações de petróleo russo nos EUA e Europa originou uma forte alta dos preços dos recursos energéticos.
Além disso, estão vendo a Rússia elevar suas receitas com a venda de petróleo e gás, não obstante as sanções.
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A mídia norte-americana, citando Andrew Weiss, vice-presidente do Carnegie Endowment for International Peace, indica que as economias dos países ocidentais ficaram mais vulneráveis do que esperavam os seus governantes.
William Ruger, presidente do Instituto Americano de Pesquisa Econômica, afirmou que as sanções impostas pelo Ocidente acabaram sendo um “tiro no pé”.
Anteriormente, o presidente russo, Vladimir Putin, informou que as previsões sombrias para a economia russa não se tornaram realidade.

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Eduardo Vasco, jornalista brasileiro que foi à região, contou à Sputnik Brasil o que viu e ouviu da população e de militares que estão em cidades da RPL. Para Vasco, ficou claro que o que é noticiado pela grande mídia, é bastante distinto do que se encontra na realidade local.
Em meio a uma operação militar que, ao ser vista de perto, pode desencadear situações complicadas, o que leva alguém a viajar e cobrir o que está acontecendo mesmo com toda a facilidade de informação que temos hoje?
Segundo Eduardo Vasco, jornalista da COTV, é necessário ver “com os próprios olhos“, uma vez que a cobertura da mídia brasileira e internacional sobre a Rússia e o conflito em curso “é um desastre“.

“A imprensa internacional é um desastre. A gente tem a ideia, ao acompanhar outros meios de comunicação alternativos, que na verdade a realidade é muito diferente […] Por isso, precisamos ver com nossos olhos”, afirmou Vasco à reportagem.

A trajetória do jornalista começou por Moscou, seguindo para Rostov-no-Don e depois para República Popular de Lugansk (RPL), mais especificamente nas cidades de Popasnaya e Rubezhnoe, as quais “haviam acabado de serem libertadas do controle ucraniano“.
“Vimos uma destruição enorme, que ocorreu, conforme contaram para gente, devido aos bombardeios ucranianos ou à utilização de tropas ucranianas de edifícios residenciais, escolas e hospitais como escudos e a população como escudos humanos.”
Ao mesmo tempo, Vasco relata que a situação dos moradores da região é “um contexto de penúria”, visto que a ajuda que chega “é do governo russo e do governo de Lugansk, porque as organizações internacionais, como ONU, Cruz Vermelha e Anistia Internacional, simplesmente abandonaram aquela população”.
“Na RPL, a maior parte dos homens está alistada no conflito, isso significa que os civis que estão nas ruas são idosos, crianças e mulheres, e essas são as vítimas dos bombardeios ucranianos […] Em um prédio em Rubezhnoe, mais ou menos com 50 pessoas, não tinha água, luz ou gás […] Os moradores sobrevivem com a ajuda do governo de Lugansk”, disse o jornalista.
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População, militares e uma única esperança: libertação

Ao percorrer a região do Donbass, Vasco conta que ficou claro para ele que a população local “observa a presença das forças russas como forças libertadoras“.

“As pessoas com as quais conversamos […] veem os ucranianos como agressores, tanto o Exército de Kiev quanto as forças nazistas, o Batalhão Aidar e o Batalhão Azov, principalmente o Batalhão Aidar, sobre o qual foi relatado para gente que o mesmo realizou fuzilamento de civis, bombardeios de igrejas com civis dentro, até estupro e exposição de cadáveres para servir de exemplo […].”

Vasco também destaca que, ao conversar com membros do governo da RPL, eles disseram que até o dia 24 de fevereiro – data em que se iniciou a operação militar especial russa – tudo “estava muito difícil, eles estavam muito sufocados“, mas que hoje “eles podem até mesmo pensar na reconstrução da cidade de Lugansk, assim como outras cidades da região”.
“A população acredita em uma integração com a Rússia, eles não querem viver sob a égide do governo de Kiev, querem ser independentes, e essa independência também é fazer parte da Federação da Rússia”, afirmou.
 - Sputnik Brasil, 1920, 22.06.2022
Além da população, o jornalista brasileiro também conversou com os militares que estão no local e, conforme exposto pelo grupo, o sentimento também é de “libertação”.
“‘Nós vamos libertar nosso povo do nazismo’, me disseram os militares, e é muito interessante esse sentimento antifascista das tropas russas e do Donbass que eu creio ser impossível ver em qualquer outro lugar do mundo”, detalhou.
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Visão brasileira do conflito

Na perspectiva de Vasco, o Brasil enxerga o conflito ucraniano com um olhar norte-americano, do Ocidente, a partir do momento que acontece um monopólio nos meios de comunicação brasileiros que não permitem uma observação diferenciada.

“A opinião pública brasileira é moldada através do que é transmitido na TV e na Internet, e no Brasil, os meios de comunicação pertencem a seis famílias, é um monopólio brutal e esses meios apresentam a visão dos EUA. Portanto, pensam que a Rússia é o agressor”, declarou.

O jornalista também ressalta que uma grande parte da população brasileira não está acompanhando o que está acontecendo, “até comentam sobre os bombardeios, mas de forma ‘neutra’, sem compartilhar comentários negativos“. Contudo, Vasco sublinha que há um setor na mídia brasileira que não acredita na cobertura que está sendo feita na Ucrânia.
“Neste setor, que vem aumentando e abrange tanto a direita quanto a esquerda, existe bastante gente que não acredita nessas informações [da grande mídia]”, complementou.
 - Sputnik Brasil, 1920, 22.06.2022
Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação especial militar para “desmilitarização e desnazificação da Ucrânia“.
Durante a operação, as Forças Armadas da Rússia eliminam instalações da infraestrutura militar ucraniana, sem realizar ataques contra alvos civis em cidades. Os militares russos também organizam corredores humanitários para população civil que foge da violência dos neonazistas e nacionalistas.

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