O advogado da aliança, Francisco Estarellas, que patrocinou a candidatura presidencial de Luisa González, foi à sede do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) com a nova denúncia, informou o jornal El Universo neste domingo.
Estarellas explicou que o documento contém todas as observações e evidências sobre as irregularidades encontradas e, como exemplo das inconsistências, anexou 1.021 registros das eleições de 13 de abril.
De acordo com sua declaração, “há uma série de procedimentos que não foram seguidos”, e ele observou que um total de 16.000 relatórios enviados com problemas foram arquivados.
“Há falhas no sistema, e o que queremos é que tudo isso revele as irregularidades que ocorreram e como nossa candidata, Luisa González, foi prejudicada”, enfatizou.
Na última quinta-feira, a CNE aprovou os resultados numéricos do segundo turno das eleições e rejeitou todas as reclamações.
Segundo o anúncio, o presidente Daniel Noboa, do movimento Ação Democrática Nacional (ADN), venceu com 55,63% dos votos, enquanto González, do RC-RETO, obteve 44,37%.
O procurador-geral reconheceu que não tem fé que a CNE aceitará sua queixa mais recente, já que o órgão não levou em consideração observações anteriores.
Estarellas também reiterou que apelará a todos os órgãos estabelecidos.
“Depois, iremos também ao Tribunal Contencioso Eleitoral e, se necessário, aos organismos internacionais para corrigir todas as irregularidades do processo”, destacou.
Embora os resultados já tenham sido divulgados, há prazos para que as organizações políticas apresentem seus recursos aos diversos órgãos, e somente quando todos os recursos necessários forem reunidos é que a CNE poderá emitir credenciais aos vencedores, ou seja, os certificados de vitória.
A posse do presidente para o mandato 2025-2029 ocorrerá em 24 de maio.
Observadores internacionais descartaram fraude nas eleições equatorianas; no entanto, seus relatórios observaram que o processo foi marcado por irregularidades, incluindo a falta de licença para o candidato presidencial, o uso indevido de fundos públicos e a declaração de estado de emergência.