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domingo, 3 março, 2024

Novas sanções contra Síria sobre conceitos tergiversados

Por Pedro Garcia Hernandez Damasco,  (Prensa Latina) O presente mês marca uma intensificação no bloqueio e nas sanções contra a Síria devido à implementação da chamada Lei César, apoiada pela União Européia para afogar um país submetido, além de tudo a uma guerra terrorista sem precedentes no Oriente Médio.
Desta vez, as sanções estarão sendo aplicadas a todos os países, empresas e personalidades que tentarem colaborar com esta nação do Levante e portanto, contra entidades da Rússia, do Irã, da China e da Índia, fundamentalmente.

A chamada Lei César, nomeada assim por um infiltrado do serviço da Agência Central de Inteligência (CIA) que manipulou e falsificou dados sobre a situação neste país do Levante, foi ratificada pelo presidente Donald Trump em 2019 e está incluída nos 738 bilhões de dólares do orçamento aprovado para o Pentágono.

Não é casual que esteja dirigida em sua implementação ao setor sírio de petróleo e gás, com perdas superiores aos 225 bilhões de dólares, com cuja recuperação colaboram empresas russas e iranianas e no qual esta nação do Levante era autosuficiente antes de 2012.

Este setor é também o principal gerador de energia na Síria, tanto para uso industrial como doméstico, com sérios impactos sobre a aquisição de peças de reposição, insumos e sistemas automatizados que agora se somam com especial rigorosidade ao bloqueio econômico, comercial e financeiro.

Da mesma forma, aumentam os impactos sobre as comunicações, com maiores limitações ao uso dos sistemas de satélite, internet e redes sociais, públicas e privadas, e contribui com uma diminuição notável no valor da libra síria, que em 2012 estava cotada a 64 por dólar e hoje em dia passa de 700, em uma linha contínua de desvalorização que danifica a economia de milhões de nacionais.

Assim mesmo, a mencionada Lei faz parte da política ingerencista de Washington contra a Rússia, Venezuela, Cuba, Irã e China no plano financeiro e econômico em geral, além de contrapor qualquer resolução das Nações Unidas sobre o assunto.

Desde 2004, a então administração de Barack Obama impôs sanções à Síria, vinculadas ao incremento da guerra terrorista, o financiamento e assessoria às organizações extremistas e contribuiu a reduzir em mais de 25% o Índice de Desenvolvimento Humano programado pela ONU e que se soma a mais de 200 personalidades do governo, empresários e dirigentes sírios, bem como uma cifra superior de 70 entidades nacionais.

A arbitrariedade dessas sanções e medidas inclui um prisma amplo e aumenta significativamente os limites à administração de entidades públicas e privadas da Síria, como o grupo imobiliário Bina, o Fundo de Investimentos Al Mashek, o conglomerado empresarial Hamsho, a construtora de moradias Al Askari, o Banco Estatal e o Comercial Sírio-Libanês, entre outros.

De acordo com este panorama, a União Européia adia ano após ano, desde 2012, o congelamento de contas bancárias sírias, a de empréstimos acordados, o fechamento de toda atividade comercial ? inclusive aquela destinada a insumos para a saúde e tecnologia ? e desde então deixou de enviar à Síria o papel moeda impresso, em violação absoluta de normas jurídicas internacionais.

Tudo contribui com uma falta séria de liquidez em divisas da Síria, que prejudica o modo de vida da população, a infraestrutura de serviços e, em particular, a luta contra a pandemia do Coronavírus, além de tudo isso acontecer em um momento em que o Exército sírio ganha terreno no combate contra o terrorismo e a ingerência estrangeira do Ocidente.

Por outro lado, os Estados Unidos e seus aliados, às quais se somam as chamadas Forças Democráticas Sírias (FDS), controlam importantes jazidas de gás e petróleo em áreas das províncias de Raqqa e Deir Ezzor e a presença militar turca, junto à suposta Frente Nacional de Libertação, antigo Exército Livre Sírio, tem interesse nas jazidas de fosfatos ao oeste e sul de Hasaka, Idleb e Alepo.

A escalada do bloqueio significa também que as perdas econômicas da Síria, atualmente calculadas em mais de 400 bilhões de dólares, aumentarão no intuito de tentar destruir esta nação do Levante que, antes da guerra imposta, tinha indicadores favorável como o crescimento sistemático do Produto Interno Bruto (PIB) de dois e quatro porcento anual, entre outros aspectos.

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