Durante uma entrevista de rádio na província de Manabí, o presidente aludiu ao fato de que a medida busca “dar maiores responsabilidades aos chefes dos ministérios de Estado e melhorar a eficiência da gestão pública”.
“Teremos 10 ministérios. E daremos maior responsabilidade aos líderes desses ministérios”, afirmou Noboa.
O governante não especificou quais entidades desaparecerão ou serão fundidas, nem quando a redução da folha de pagamento do Estado entrará em vigor, o que será definido no acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI), como condição para o auxílio financeiro.
Ele também não esclareceu se as mudanças afetariam entidades atualmente administradas por funcionários que foram mencionados como pré-candidatos do movimento governista Ação Democrática Nacional (ADN) nas eleições locais de 29 de novembro.
Entre os nomes apresentados pela ADN estão a Ministra das Relações Exteriores, Gabriela Sommerfeld; o Ministro do Trabalho, Harold Burbano; o Ministro do Interior, John Reimberg; e a Ministra da Inclusão Econômica e Social, Zaida Rovira. Noboa afirmou que a redução não implica necessariamente demissões em massa, embora tenha admitido que poderá haver substituições de funcionários. “Tem que haver uma rotatividade… talvez haja um funcionário que esteja desempenhando mal suas funções e uma pessoa jovem que esteja procurando emprego seja contratada”, declarou.
Em julho de 2025, Noboa já havia reduzido o número de ministérios de 20 para 14 e o de secretarias de nove para três, medida que foi acompanhada pela demissão de cerca de cinco mil funcionários públicos.
O analista econômico Andrés Albuja disse à Rádio Pichincha que novas reduções no tamanho do aparato estatal poderiam impactar negativamente o investimento público e a atividade econômica.
Em sua visão, o problema central não reside no tamanho do Estado, mas nos níveis de ineficiência e corrupção.
“Ao reduzir o investimento público, a economia se contrai, ao contrário do que pensam presidentes como (Javier) Milei, (Donald) Trump e Noboa, que acreditam que a aplicação de medidas de choque irá reanimar a economia; é exatamente o oposto”, afirmou Albuja.
Por outro lado, na entrevista de quarta-feira à Rádio Marejada, Noboa também indicou que seu partido, ADN, participará sem alianças nas eleições locais, onde serão eleitos prefeitos, vereadores e outras autoridades locais.
O presidente também mencionou uma melhoria nos indicadores de segurança do país, o controle da inflação e um aumento nas vendas.