Foto: Ricardo Stuckert
Por Jair de Souza
Com a explosão da bomba Banco Master e o escancaramento da realidade da questão do pix, restam poucos brasileiros que ainda não entenderam o verdadeiro podridão ético, moral e político que caracteriza tanto o clã bolsonarista como a cúpula dirigente do movimento por eles comandados.
Assim, é mais do que natural que todas as recentes sondagens de opinião revelem o desmoronamento das pretensões eleitorais do membro do bando indicado para concorrer à presidência em nome da extrema direita representante do grande capital financeiro e agroexportador, e que, em contrapartida, a reeleição de Lula vai se mostrar, cada vez mais, uma probabilidade muito realista.
Contudo, ainda que a derrota provável das forças das trevas bolsonaristas na disputa pela carga de Presidente da República seja motivo de alegria e esperança para todos os que sonhamos com um Brasil livre do controle político dos mais serviços agentes dos interesses do imperialismo, há outros fatores relacionados com o próximo pleito eleitoral que nos causa muita apreensão.
Na verdade, por mais importante que sejamos garantir a nossa presença no cargo máximo do Poder Executivo, pouco poderemos avançar em termos concretos para a melhoria da vida do nosso povo, se, no Congresso Nacional, os que defendem os interesses das classes dominantes e o imperialismo continuarem sendo majoritários.
Portanto, é imprescindível que nossa luta, durante a árdua campanha que temos pela frente, não se limite a reeleger Lula. Precisamos ter claro que ampliar significativamente o percentual de parlamentares do campo popular no Congresso Nacional é um requisito indispensável para que seja possível colocar na prática aquilo que uma imensa maioria de nossa população espera dessa nova gestão de Lula.
Então, nosso compromisso, nestes meses que antecedem a data das eleições, deve ser no sentido de fortalecer também a eleição para o Senado e a Câmara dos Deputados do maior número possível de parlamentares comprometidos com os fundamentos do programa político presidencial de Lula.
Nesta empreitada, é fundamental que todos os que nos sentimos envolvidos com o futuro das maiorias populares nos esforcemos de corpo e alma para que a realidade no campo parlamentar venham a refletir também as aspirações expressadas para o comando máximo da nação. Não se trata de nenhuma tarefa simples, visto que as oligarquias exercem uma enorme influência econômica e política sobre as instâncias locais que definem a escolha dos representantes aos cargos parlamentares.
Para concluir, gostaria de dizer que considero indispensável que o próprio Lula se manifeste de alto e bom tom para deixar evidente a seus eleitores que eles também precisam escolher corretamente aqueles que irão compor o Senado e a Câmara dos Deputados.