Emiliano José
Quem são os fascistas?
A pergunta surgia para o próprio Mussolini em meados de 1919.
Ele a considerava ociosa.
O importante, ele considera, ser o fascismo “algo que permita evitar os empecilhos da coerência, o estorvo dos princípios”.
Anotem.
As teorias, deixa-as para os socialistas.
Querem ação, os fascistas.
A eles, cabe fomentar os ódios de facção.
Aos fascistas, incumbe “exasperar os ressentimentos”.
Isso não nos diz alguma coisa?
Não chega aos nossos dias?
Bastava, na visão de Mussolini, alimentar certos estados de espírito que afloravam naquele crepúsculo da guerra.
Os fascistas devem passar à ação, qualquer tipo de ação.
Munidos do ódio, alimento essencial das hordas fascistas, subsidiadas fortemente pelas classes dominantes, especialmente pelas elites agrárias.
O fascismo era “uma mentalidade especial de inquietações, de intolerâncias, de audácias, que olhavam pouco para o passado e usava o presente como um trampolim para o futuro”.
Tergiversa: os fascistas não são violentos.
Não são bebedores de sangue.
Apenas, se atacados, reagem.
Nada mais falso.
Farão um banho de sangue
Chegarão ao poder banhados em sangue.
Toda a batalha deles principalmente contra a esquerda, comunistas e socialistas.
Iam em busca de lideranças populares, camponesas especialmente, e trucudavam-nas impiedosamente.
Ou de parlamentares, como Matteotti.
Mas na história sempre há o cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar.
Paramos por aqui.
Sigo na leitura d’O filho do século’, essencial.
#odioviolenciafascisno



